O Brasil não atingiu a meta de alfabetização infantil estabelecida para 2024. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Ministério da Educação (MEC), 59,2% das crianças da rede pública demonstraram habilidades básicas de leitura e escrita. O índice ficou ligeiramente abaixo da meta estipulada, de 60%, embora represente uma recuperação em relação aos 56% registrados em 2023, retomando o patamar anterior à pandemia de Covid-19.
A avaliação foi realizada entre outubro e novembro do ano passado com cerca de 2 milhões de alunos do 2º ano do ensino fundamental em 42 mil escolas públicas. As provas incluíram itens de múltipla escolha, perguntas abertas e uma proposta de produção textual. São consideradas alfabetizadas as crianças capazes de ler textos curtos, interpretar informações básicas e escrever recados simples, ainda que com erros ortográficos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, reconheceu que o resultado ficou aquém do esperado e atribuiu parte da frustração à crise climática no Rio Grande do Sul. A estimativa técnica inicial previa que o país atingiria 60,2%.
Onze estados alcançaram a meta de 60%, entre eles Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraíba. No total, 58% dos municípios aumentaram seus índices de alfabetização, e 53% atingiram suas metas individuais. Já estados como Bahia, Sergipe, Maranhão, Pará, Amapá, Alagoas, Rio Grande do Norte e o próprio Rio Grande do Sul ficaram abaixo do índice nacional e serão priorizados pelo MEC em ações de apoio técnico e pedagógico.
Roraima foi o único estado que não aderiu ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em 2024, alegando dificuldades operacionais para aplicar a prova em comunidades indígenas. A adesão está prevista para 2025.
A meta para o próximo ano é de 64%, com previsão de aumento progressivo até 2030, quando o governo pretende atingir 80% de alfabetização entre crianças da rede pública.





















