A tradicional imagem do Senhor do Bonfim, trazida de Setúbal, em Portugal, em 1745, foi retirada do altar-mor da Basílica nesta sexta-feira (11) e ficará exposta para veneração pública até o dia 10 de agosto. A medida marca o Jubileu Comemorativo pelos 280 anos da chegada da imagem a Salvador, um evento raro — esta é apenas a 16ª vez que a escultura sacra deixa o altar em quase três séculos.
A programação do Jubileu prevê uma série de atividades religiosas e culturais, como a missa campal do dia 10 de agosto, presidida pelo cardeal de Setúbal, Dom Américo Aguiar, e co-celebrada por Dom Sérgio da Rocha, primaz do Brasil. Também haverá procissão de velas, apresentações musicais e seminário com o historiador Joaci Góes.
Durante coletiva de imprensa, o reitor da Basílica, padre Edson Menezes, e o juiz-presidente da Devoção do Senhor do Bonfim, Marcelo Sacramento, anunciaram ainda novidades estruturais. A principal delas é a implantação do primeiro columbário da Bahia dentro do complexo da Colina Sagrada, com vendas de urnas iniciadas em agosto via plataforma online.
A iniciativa, segundo Sacramento, busca reforçar a sustentabilidade do santuário e garantir meios para ampliar ações pastorais e a preservação do espaço religioso, que completa 271 anos em 2025.
O cronograma inclui ainda a ampliação do estacionamento da Basílica e o projeto de um centro de cultura e artes voltado à formação da população da Cidade Baixa e à recepção de turistas.
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