Ex-prefeito de Salvador diz que chega à nova eleição com uma estrutura mais organizada nos 417 municípios e afirma que número de prefeitos aliados ao governador não será determinante para o resultado
ACM Neto atribuiu parte do desempenho de Jerônimo Rodrigues na eleição passada à falta de uma estrutura política mais ampla de sua candidatura em cidades pequenas e médias da Bahia.
Segundo o candidato, em diversos municípios o governador conseguiu abrir grandes vantagens justamente porque Neto não contava, naquele momento, com prefeitos, vereadores ou outras lideranças locais capazes de atuar em favor de sua campanha.
Neto afirmou que a situação mudou para 2026. Ele diz que sua candidatura chega organizada politicamente nos 417 municípios baianos, o que, na avaliação dele, deve reduzir a diferença registrada em favor de Jerônimo no interior.
A estratégia também explica a avaliação de Neto sobre o peso da quantidade de prefeitos aliados ao governador. O candidato lembra que, em 2022, conseguiu alcançar 47,2% dos votos no segundo turno mesmo tendo vencido em apenas 54 municípios.
A leitura política apresentada por ACM Neto é direta: preservar sua força nos grandes centros e, ao mesmo tempo, diminuir a vantagem de Jerônimo nas cidades pequenas e médias pode alterar significativamente o equilíbrio da eleição.
O argumento ganha relevância diante das pesquisas mais recentes, que mostram uma disputa cada vez mais apertada entre os dois principais candidatos ao Governo da Bahia.

















