Ex-prefeito de Salvador afirma que governador será julgado pelo desempenho da gestão e diz que influência de Lula não deve se repetir com a mesma intensidade de 2022
O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) avalia que a eleição de 2026 terá uma característica decisiva em relação à disputa de quatro anos atrás: desta vez, o eleitor baiano já conhece o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) e poderá votar a partir da experiência acumulada durante o mandato.
Em entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (9), Neto afirmou que Jerônimo chegou à eleição de 2022 sem uma trajetória amplamente conhecida pelo eleitorado. Agora, segundo ele, o governador terá de enfrentar uma avaliação concreta de sua administração.
Na avaliação do candidato, questões como saúde pública e regulação podem ganhar peso durante a campanha e influenciar a decisão dos eleitores. Neto sustenta que esses temas representam áreas sensíveis para a população e podem provocar uma comparação direta entre os dois projetos políticos.
O ex-prefeito também relativizou o impacto da presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição estadual. Embora reconheça a força eleitoral do presidente na Bahia, Neto considera que sua capacidade de influenciar a disputa pelo governo não necessariamente será a mesma observada em 2022.
A estratégia do candidato oposicionista passa, portanto, por nacionalizar menos a disputa e concentrar o debate na realidade baiana. Neto tenta apresentar a eleição como uma escolha entre a continuidade da atual administração e uma alternativa que define como “mudança com segurança”.
A declaração ocorre em um momento de forte equilíbrio nas pesquisas, com Jerônimo e ACM Neto aparecendo separados por poucos pontos percentuais. Nesse cenário, a avaliação do governo e a capacidade de cada candidatura de transformar rejeição, aprovação e estrutura política em votos podem ser determinantes para definir quem chegará ao segundo turno na frente.

















