O atacante Gabriel Martinelli reconheceu preferir atuar na ponta esquerda, mas garantiu que, se o técnico Carlo Ancelotti exigir, jogar‑á sem dificuldades no lado direito no confronto de quarta‑feira (24), às 19h (horário de Brasília), contra a Escócia, em Miami (Estados Unidos), pela terceira e última rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

Mesmo não sendo o favorito, o jogador do Arsenal – que é destro – pode substituir Raphinha, que se lesionou no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na última sexta (19), em Filadélfia (EUA). Os atacantes Rayan e Luiz Henrique, que costumam atuar pela direita, são os principais candidatos a entrar.
“Primeiro, ficamos tristes com o que aconteceu com o Rapha. Temos muitos jogadores de qualidade no ataque. Eu, particularmente, prefiro a esquerda, mas no Arsenal já atuei na direita. Também joguei com o Ancelotti [no amistoso] contra a França [derrota por 2 a 1, em 26 de março]. Estamos todos dando o melhor para estar preparados. A decisão cabe ao técnico”, declarou Martinelli em coletiva nesta segunda (22), no The Ridge, hotel onde a seleção brasileira está hospedada em Nova Jersey.
“Joguei na direita no Arsenal quando o Bukayo Saka se machucou. Se ele [Ancelotti] solicitar que eu jogue na lateral‑direita, faço. Claro, técnico!”, completou o atleta, que entrou aos 19 minutos da segunda etapa contra o Haiti.
O camisa 22 do Brasil atua na Inglaterra, assim como metade dos 26 convocados da Escócia para a Copa. Por conhecer bem grande parte dos adversários, o atacante – no Arsenal desde 2019 – alerta para a força da seleção escocesa, mas reforça a necessidade de buscar a vitória e, assim, liderar o Grupo C, o que facilitaria a logística nas próximas fases.
Se terminarem em primeiro, os brasileiros permanecerão nos Estados Unidos durante todo o mata‑mata e continuarão baseados em Nova Jersey. Caso terminem em segundo, a Amarelinha terá de jogar os 16ªs de final no México, em Monterrey. Avançando para as oitavas, a equipe retornaria ao território norte‑americano, exigindo nova mudança logística e tornando o Brasil “itinerante” no torneio.
“Com certeza será um jogo muito complicado. A Escócia tem jogadores de qualidade no ataque, como o meia John McGinn, do Aston Villa, o lateral Andy Robertson, do Liverpool, e o também lateral Kieran Tierney, ex‑Arsenal, agora no Celtic, um dos melhores que já conheci. Rápido e humilde. Espero que não jogue tão bem na quarta [risos]”, comentou Martinelli.
“Queremos ir a Miami e vencer, para ficar em primeiro e continuar aqui [em Nova Jersey], aproveitando todas as facilidades. É muito melhor”, resumiu o brasileiro.
Martinelli ainda foi questionado sobre o retorno de Neymar aos treinamentos, após tratar uma lesão de grau dois na panturrilha direita, e se o grupo estaria disposto a se esforçar “10 % a mais” para melhorar o rendimento do camisa 10.
“Correríamos 20, 30 % a mais para potencializar o Ney ou o Vini Júnior, quem for. Se precisar defender em linha de cinco, não só eu, mas toda a equipe está se doando ao máximo. Queremos ganhar a Copa, sabemos da nossa capacidade. Daríamos 10, 20, 30, 40 % a mais por isso”, afirmou o jogador do Arsenal.
“Ele está em um nível muito alto. Podemos ver a qualidade dele no treino, que todos já conhecem. A intensidade, a forma como voltou, mostra que está muito motivado. Ficamos felizes em ter um jogador como ele ao nosso lado”, concluiu Martinelli.
















