Encontro contou com participação de entidades empresariais da Bahia e do presidente da associação nacional de shoppings; ACB defendeu análise setorial da proposta e posicionou-se contra aprovação sem desoneração escalonada da folha trabalhista e tributária
Representantes do setor produtivo da Bahia participaram de uma reunião de articulação sobre a proposta de alteração da jornada de trabalho conhecida como PEC da escala 6×1. O encontro aconteceu na sede da ACB e foi mediado pela presidente Isabela Suarez, contando com a presença do deputado federal Leo Prates, relator da matéria na comissão responsável pela análise do texto na Câmara dos Deputados.
O debate reuniu representantes de diferentes segmentos do setor produtivo baiano, além da participação do presidente da associação nacional de shoppings centers, que acompanhou as discussões sobre os possíveis impactos da proposta para o comércio, serviços e atividades com operação contínua.
Durante o encontro, representantes empresariais apresentaram preocupações relacionadas à implementação das mudanças previstas na PEC e defenderam a ampliação do debate técnico antes da votação da matéria no Congresso Nacional.
Na mediação da reunião, Isabela Suarez destacou que a entidade acompanha as discussões desde o início da tramitação do projeto e participou de reuniões anteriores com deputados federais, estaduais e líderes partidários para construção de um posicionamento conjunto do setor produtivo baiano.
Segundo a dirigente, a avaliação da associação é de que os efeitos da proposta precisam ser analisados de forma individualizada em cada segmento econômico, considerando diferenças operacionais, capacidade de adaptação das empresas e impactos financeiros específicos de cada atividade produtiva.
Entre os principais pontos apresentados pelas entidades estão o aumento dos custos operacionais, possíveis impactos sobre a manutenção de empregos, reorganização das escalas de trabalho e reflexos sobre pequenas e médias empresas. Também foram levantadas preocupações envolvendo setores que operam em regime contínuo, como comércio, serviços, indústria, logística e shopping centers.
Durante a discussão, representantes do setor afirmaram que não são contrários ao debate sobre modernização das relações de trabalho, mas defenderam que eventuais mudanças sejam acompanhadas por mecanismos de compensação econômica.
A ACB reiterou posicionamento contrário à aprovação da PEC sem a implementação mínima de uma política de desoneração escalonada da folha trabalhista e da carga tributária. Segundo representantes presentes no encontro, a avaliação é de que a adoção da medida sem compensações poderia ampliar a pressão financeira sobre empresas e comprometer a capacidade operacional de diferentes setores produtivos.
Ao longo da reunião, o deputado federal Leo Prates ouviu representantes das entidades empresariais e acompanhou a apresentação das principais demandas e preocupações relacionadas à tramitação da proposta.
As entidades informaram ainda que pretendem manter o diálogo com parlamentares e lideranças políticas nas próximas etapas de discussão da matéria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
















