Parlamentar afirma que veículo oficial foi alvo de vandalismo durante ato com presença do MST na Paralela e cobra reação do governo do estado
O vereador Sandro Filho (PP) denunciou a destruição de um veículo oficial da Câmara Municipal de Salvador durante um ato realizado nesta quarta-feira (15), na região da Avenida Paralela, um dos principais corredores urbanos da capital.
De acordo com o parlamentar, o carro foi completamente vandalizado enquanto ele realizava uma ação de fiscalização em um prédio público estadual ocupado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ao retornar, encontrou o veículo com vidros estilhaçados, portas amassadas, retrovisores arrancados e pneus inutilizados — um cenário de destruição que, segundo ele, representa prejuízo direto ao patrimônio público.
O episódio não ocorre de forma isolada. No mesmo dia, o movimento realizou uma caminhada pela Paralela, impactando o trânsito e ampliando o clima de instabilidade em uma das áreas mais movimentadas da cidade. A combinação de ocupação de imóvel público, interrupção de serviços e registro de vandalismo coloca pressão sobre o governo do estado, que até o momento não apresentou resposta concreta sobre a situação.
Em publicação nas redes sociais, Sandro Filho cobrou providências e questionou a ausência de medidas diante da ocupação do prédio, que, segundo ele, estaria impedindo o funcionamento regular de serviços à população.
A falta de posicionamento oficial tanto por parte do governo estadual quanto dos organizadores do ato intensifica as críticas e levanta um ponto sensível: até que ponto manifestações e ocupações podem avançar sem controle quando resultam em dano ao patrimônio público e impacto direto na rotina da cidade.
O caso reacende um debate recorrente em Salvador — a dificuldade de conciliar direito à manifestação com manutenção da ordem pública — e expõe um vácuo de gestão em situações de conflito que acabam recaindo, mais uma vez, sobre a população.

















