Os Estados Unidos cancelaram a participação em um evento conjunto com a Força Aérea Brasileira e ainda não confirmaram presença na Operação Formosa, principal exercício da Marinha. A suspensão da Conferência Espacial das Américas, prevista para julho em Brasília, e a possível ausência em manobras militares são interpretadas como reflexo do desgaste nas relações entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, segundo a Folha de S. Paulo.
A decisão preocupa o Ministério da Defesa, que busca preservar a cooperação militar com Washington. Até o momento, os EUA não responderam ao convite para a Formosa, enquanto a China já confirmou que não enviará tropas. Em 2024, norte-americanos e chineses participaram juntos do exercício pela primeira vez.
No governo brasileiro, há resistência à presença de militares dos EUA, após sanções impostas ao país e críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em paralelo, Brasília reforça a aproximação com Pequim, incluindo o envio inédito de um oficial-general como adido militar na capital chinesa.
Apesar do distanciamento, oficiais brasileiros negam um rompimento com os EUA. Eles citam a participação americana no Exercício Tápio e a manutenção da Operação Core 2025, marcada para novembro, com foco em missões conjuntas e de paz.





















