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O anúncio de um reservatório de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, feito pela BP Energy, causou críticas da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A empresa classificou a descoberta como “significativa”, a maior em 25 anos, localizada no bloco Bumerangue, a cerca de 400 metros da costa do Rio de Janeiro. A FUP questiona o fato de o bloco pertencer 100% à BP, sem participação da Petrobras, e que o direito de exploração foi arrematado em leilão pela empresa.
A FUP considera que esse cenário demonstra “os riscos da entrega do pré-sal ao capital estrangeiro” e critica a Lei 13.365/2016, que desobrigou a Petrobras de ser operadora de todos os blocos do pré-sal. Segundo a FUP, essa mudança facilitou a exploração por empresas internacionais, permitindo que arrematassem blocos por valores menores.
Como exemplo, a BP ofereceu apenas 5,9% de óleo como agio no bloco Bumerangue e 6,5% no bloco Tupambá, demonstrando uma “tendência de baixa compensação ao país e alta concentração da exploração por empresas estrangeiras”. O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, critica a lei e o impacto da decisão.
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