O senador Marcos do Val (Podemos-ES) confirmou nesta quinta-feira (24) que viajou para os Estados Unidos, mesmo com os seus passaportes retidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Segundo comunicado da assessoria do senador, a viagem foi realizada utilizando um passaporte diplomático que ele possuía, apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, em agosto do ano passado, ter estabelecido a apreensão do documento.
“O passaporte diplomático está totalmente válido até 31 de julho de 2027, sem pendências. Em 22 de julho de 2025, a Embaixada dos Estados Unidos da América, em Brasília, renovou o visto oficial (B1/B2) do Senador, com validade até 16 de julho de 2035, o que demonstra o reconhecimento internacional de sua legitimidade e regularidade diplomática”, informou a nota do senador.
A Polícia Federal (PF) conduziu buscas em locais residenciais e profissionais de Val, mas não localizou o passaporte diplomático na ocasião. Em fevereiro, a decisão de apreender e bloquear o passaporte foi reafirmada por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo, composta pelos ministros Moraes, Zanin, Fux, Dino e Cármen Lúcia.
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A decisão foi tomada em uma investigação em que o parlamentar é suspeito de orquestrar uma campanha para intimidar e pressionar investigadores da Polícia Federal (PF). Na mesma decisão, suas contas em redes sociais foram bloqueadas, e ele ficou proibido de se manifestar nessas plataformas.
Recentemente, neste mês, Marcos do Val solicitou permissão ao Supremo para viajar de férias com a família para os Estados Unidos, mas o pedido foi rejeitado por Moraes. Não foi esclarecido como o senador conseguiu deixar o país apesar da ordem de apreensão do seu passaporte.
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