A Caixa Econômica Federal anunciou que os trabalhadores com saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão recebendo a distribuição de aproximadamente R$ 13 bilhões, provenientes do lucro do fundo em 2024. Essa distribuição, que normalmente ocorre em agosto, foi antecipada para o final deste mês.

Os valores serão creditados nas contas dos trabalhadores nos próximos dias. O cálculo do benefício é baseado no saldo existente em cada conta em 31 de dezembro de 2024. Trabalhadores com múltiplas contas receberão o crédito em todas elas, de forma proporcional ao saldo de cada uma.
Segundo a Caixa, a antecipação do pagamento foi viabilizada pela publicação, nesta sexta-feira (25), da resolução que aprova o balanço financeiro do FGTS referente a 2024.
Na véspera (24), o Conselho Curador do FGTS aprovou a distribuição de R$ 12,929 bilhões, o que corresponde a 95% do lucro total do fundo no ano anterior. Essa quantia será distribuída entre os participantes do FGTS, sendo que o valor a ser recebido por cada um é proporcional ao saldo em sua conta.
Para saber o valor exato a ser creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo de cada conta em seu nome em 31 de dezembro do ano passado por 0,02042919. Isso significa que, para cada R$ 1 mil de saldo, o trabalhador receberá R$ 20,43. Assim, quem possuía R$ 2 mil no final de 2024 terá um crédito de R$ 40,86, e quem tinha R$ 5 mil receberá R$ 102,15.
Rendimento
O percentual do lucro a ser distribuído foi definido pelo Conselho Curador na quinta-feira e representa 95% do lucro de R$ 13,61 bilhões obtido pelo FGTS no ano passado. Com essa distribuição, o rendimento total do FGTS em 2025 alcançará 6,05%, superando a inflação oficial de 4,83% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024.
Apesar de superar a inflação, o rendimento do FGTS ficou abaixo do rendimento da caderneta de poupança. No ano passado, a poupança rendeu 6,41%, influenciada pela taxa Selic (juros básicos da economia). Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR).
A legislação estabelece que o FGTS rende 3% ao ano mais a TR. No entanto, a distribuição dos lucros, que existe desde 2017, contribui para aumentar o rendimento do fundo. O crédito, que é a soma do rendimento tradicional e da distribuição de lucros, é incorporado ao saldo da conta.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o fundo deverá ser corrigido pelo IPCA. Essa correção não é retroativa e só é aplicada a partir da data em que o resultado do julgamento for publicado.
Caso o valor total do rendimento e da distribuição de lucros seja inferior à inflação, o Conselho Curador é obrigado a encontrar uma forma de compensação para garantir que a correção do FGTS atinja o IPCA.
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