O jogo entre Bahia e Paysandu, que acontece nesta quarta-feira (22), às 19h30, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Brasil, vai ter um clima diferente nas arquibancadas. Isso porque a torcida organizada Bamor está impedida de entrar no estádio com instrumentos, bandeiras e faixas, por ordem do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe). A punição é consequência dos acontecimentos no clássico Ba-Vi do último domingo (18).
A restrição vale apenas para essa partida e causou revolta na Bamor, que divulgou uma nota nas redes sociais chamando a decisão de “arbitrária e injusta”. “Repudiamos veementemente essa decisão, que se mostra desproporcional e sem fundamentos consistentes. Os motivos alegados para a punição não condizem com a realidade vivenciada pela Torcida e demonstram mais uma vez a tentativa de criminalizar movimentos populares organizados”, diz um trecho da nota.
A organizada afirma que existia um acordo com a polícia para que as punições fossem aplicadas de forma individual e não coletiva. Eles também informaram que apresentaram documentos e provas em defesa, mas não conseguiram reverter a decisão a tempo do jogo.
Mesmo sem os materiais, a Bamor garantiu presença na Fonte Nova. “Hoje, estaremos nas arquibancadas da forma que nos for permitida, apoiando o Bahia do início ao fim, com o mesmo amor de sempre. Convidamos toda a Nação Tricolor a cantar, incentivar o time e jogar junto com o Bahia rumo à classificação!”, finaliza o comunicado.
A medida foi adotada depois de confusões no domingo, quando membros da Bamor foram flagrados portando armas brancas, drogas e artefatos explosivos improvisados. Também foram registradas pichações ofensivas nos muros da Casa de Oxumarê, um dos mais antigos terreiros de Candomblé de Salvador.
Entre os itens apreendidos pela polícia estavam uma mochila, duas soqueiras, oito bolas de sinuca com pólvora, dois pedaços de madeira (tipo porrete), três cigarros e três trouxinhas com substância parecida com maconha, além de celulares e isqueiros.















