A corrida eleitoral de 2026 já começou nos bastidores da política baiana, e um dos partidos que mais movimenta peças no tabuleiro é o PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde antes do Carnaval, lideranças da sigla articulam estratégias para ampliar sua representatividade na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e na Câmara dos Deputados. O objetivo é sair das atuais quatro cadeiras estaduais para pelo menos seis e aumentar a bancada federal de 2 para 4 deputados federais.
Fontes ligadas ao partido indicam que essa expansão pode ocorrer com a chegada de novos nomes que hoje estão fora do PL, mas negociam filiação. No entanto, há também movimentações na contramão: dos quatro deputados estaduais eleitos pela legenda, dois devem sair, enquanto outros dois, eleitos por outras siglas, devem ingressar. Assim, o saldo da bancada na AL-BA continuaria em quatro parlamentares. Entre os que permanecem estão Diego Castro e Leandro de Jesus, figuras centrais na estrutura bolsonarista do estado.
O PL também mira vereadores da base de Bruno Reis em Salvador. Atualmente, a sigla conta com dois vereadores eleitos na capital: Alexandre Aleluia e Cezar Leite. Aleluia ainda não definiu se disputará um cargo estadual ou federal, enquanto Cezar Leite nunca escondeu o desejo de ser deputado federal. Caso um dos dois seja eleito para outro cargo, a vaga na Câmara Municipal ficaria com Soldado Prisco.
Além disso, outros vereadores da base de Bruno Reis, insatisfeitos com seus partidos, já iniciaram conversas com lideranças do PL, como o deputado federal Capitão Alden e o ex-ministro João Roma, presidente estadual da sigla. A estratégia é consolidar um grupo coeso para 2026.
Nos bastidores da Prefeitura de Salvador, um nome que ganha força para assumir um cargo estratégico é o coronel Sturaro. Ele aguarda uma reunião entre o deputado Capitão Alden e o prefeito Bruno Reis, para ser anunciado na Secretaria de Segurança da prefeitura de Salvador, oxigenando assim a guarda mhnicipal com o comando de uma pessao ja experiente e renomada na seguranda publica da bahia. O próprio Bruno já havia sinalizado, em entrevistas anteriores, que ainda restavam definições no segundo escalão, incluindo a substituição de Maurício Lima, que ocupa o cargo desde a gestão de ACM Neto.
Enquanto isso, cresce a especulação sobre o futuro de João Roma. Ele pode concorrer ao governo da Bahia ou ao Senado, garantindo palanque para Bolsonaro no estado. Se decidir disputar o governo, repetirá o cenário de 2022, quando sua candidatura dividiu os votos da direita e dificultou a vida de ACM Neto. O melhor cenário para Neto seria Roma optar por outro caminho, como lançar a esposa para deputada e apoiar a candidatura do ex-prefeito, que por sua vez tende a se alinhar com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Isso criaria um bloco de oposição ao PT no estado, unindo bolsonaristas e netistas, porém isso só será possível caso o CAP. Alden tbm avalise uma possível ida de João Roma a senado e não lançando nome a governo do estado pelo próprio PL, pois na visão do Capitão não ter um candidato a governador poderá prejudicar a candidatura do partido na Bahia.
Outro fator que pode embaralhar o jogo é o PP, que vinha ensaiando uma aproximação com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas em Brasília anunciou uma federação com o União Brasil. Esse movimento pode causar uma reconfiguração na base governista e abrir novas frentes de negociação para a direita baiana.
Com tantas variáveis em jogo, o cenário político da Bahia ainda tem muitas peças a serem movidas até 2026. Resta saber quais alianças se consolidarão e como cada grupo jogará suas cartas nos próximos capítulos dessa disputa.
Essa coluna expressa minhas opiniões pessoais e informações na qual temos acesso, não quer dizer que seja parte editorial do site.
Siqueira Costa Júnior, ativista político, curioso, pai, filho, avô motorista de uber e empreendedor.




















