Para surpresa de ninguém, a ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, reapareceu com um cargo no Ministério da Agricultura, em Brasília, após a derrota para sua rival, Débora Régis. Moema, conhecida por sua onipresente camisa vermelha, seguiu o roteiro esperado de quem sofre um revés político: desapareceu da cidade que governava, deixando uma série de problemas para trás.
Pouco após o resultado das eleições, a ex-prefeita deu algumas declarações à mídia, afirmando que havia deixado as finanças do município “saudáveis” e acusando a nova gestora de criar “factoides” sobre a grave situação financeira da cidade. A realidade, contudo, se mostrou bem diferente. Débora Régis herdou uma prefeitura atolada em dívidas e escassez de recursos, que inclusive motivaram a decretação de calamidade financeira no município.
Entre os inúmeros problemas deixados por Moema, destacam-se:
- Salários atrasados: Servidores concursados e contratados esperam pelos pagamentos de dezembro;
- Serviços essenciais sucateados: Contratos básicos, como o de guincho, simplesmente não existem mais. Se um carro quebrar na Estrada do Coco, resta ao motorista empurrá-lo;
- Contas em atraso: Diversos setores da prefeitura estavam com a energia elétrica cortada por falta de pagamento;
- Infraestrutura abandonada: Equipamentos públicos deteriorados e sem manutenção.
Enquanto isso, no apagar das luzes de sua gestão, Moema garantiu que seus aliados políticos saíssem bem servidos. Indenizações e rescisões milionárias foram pagas a sindicalistas, como o caso do Sindicato dos Professores, que recebeu R$ 40 mil antes de a ex-prefeita “trancar as portas e jogar a chave aos céus”.
Agora, Moema se acomoda em um cargo em Brasília, bem distante dos pais e mães de família de Lauro de Freitas que sofrem com salários atrasados e o desmonte de serviços públicos. Rosalvo, um de seus aliados, também encontrou uma posição junto ao governo estadual. Mas para os trabalhadores que deram anos de sua vida ao município, o futuro ainda é incerto.
Parece que, mais uma vez, as prioridades da “Mestre dos Magos” foram as mesmas de sempre: atender aos poderosos enquanto abandona quem mais precisa.
Siqueira Costa Júnior, colunista, militante, pessoa comum que paga seus impostos e emite suas opiniões.






















