A morte da delegada Patrícia Neves Jackes Aires, da Polícia Civil da Bahia, na madrugada deste domingo (11), expôs um histórico de violência doméstica. O principal suspeito do feminicídio é seu marido, Tancredo Neves Feliciano de Arruda, que já havia sido preso anteriormente por agredi-la.
De acordo com relatos, Patrícia chegou a solicitar uma medida protetiva contra Tancredo, mas os dois continuaram o relacionamento, mesmo após incidentes graves, como a quebra de um dos dedos da delegada durante uma discussão em junho. Apesar das agressões, Tancredo foi liberado após um pedido da própria Patrícia, e o casal foi visto junto novamente.
Vizinhos do casal relataram que as brigas eram frequentes e que a polícia foi chamada várias vezes. Patrícia, que tomou posse na Polícia Civil em 2016, serviu em diversas delegacias antes de ser lotada em Santo Antônio de Jesus. Aos 39 anos, ela deixa um filho, e a Polícia Civil da Bahia lamentou profundamente sua morte em uma nota de pesar.
















