As eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado acendem um sinal de alerta no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aliados do petista temem que a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso se torne ainda mais complicada. As informações são do blog de Gustavo Uribe, na CNN Brasil.
Segundo a publicação, as dificuldades enfrentadas pelo governo Lula tendem a aumentar com as mudanças nos comandos da Câmara e do Senado, e a possível ascensão de parlamentares conservadores a postos estratégicos nas duas Casas.
Atualmente, Davi Alcolumbre e Elmar Nascimento são os favoritos para assumir as presidências do Senado e da Câmara, respectivamente. Ambos são filiados ao União Brasil, partido que conta com dois ministros no governo Lula – Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho (Comunicações) – e é considerado um dos partidos mais infiéis ao Palácio do Planalto no Congresso Nacional.
Além disso, Alcolumbre e Elmar buscam o apoio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode implicar na concessão de espaços para a sigla e dificultar a aprovação de pautas do governo.
Entre as estratégias adotadas pelo Planalto está o retorno de congressistas que ocupam ministérios. A avaliação é que eles possuem maior poder de mobilização e fidelidade ao governo Lula em comparação aos seus suplentes.
















