O recente relatório da Polícia Federal (PF), que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por fraude no cartão de vacinação, levanta a possibilidade de uma conexão com a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula.
De acordo com o relatório, o eixo da falsificação dos cartões pode ter sido utilizado pelo grupo para garantir que seus membros, após a tentativa inicial de golpe de Estado, tivessem os documentos necessários para cumprir requisitos legais para entrada e permanência no exterior (como o cartão de vacina), enquanto aguardavam o desenrolar dos eventos relacionados a uma nova tentativa de golpe em janeiro de 2023.
Além de Bolsonaro, foram indiciados pela PF o tenente-coronel Mauro Cid, o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ) e outras 14 pessoas. Segundo o relatório, Cid confirmou que as falsificações em seu próprio cartão de vacina e no da filha de Bolsonaro, Laura, foram pedidos do ex-presidente.
O advogado Fábio Wajngarten, que representa Bolsonaro, criticou o que chamou de vazamento da investigação nas redes sociais, expressando preocupação com a forma como o caso está sendo conduzido pela imprensa.
Wajngarten afirmou: “Na minha humilde opinião, o indiciamento de hoje, do qual a defesa técnica sequer teve acesso até o momento, é tão absurdo quanto o caso da baleia. Trata-se de perseguição política e tentativa de esvaziar o enorme capital político que só vem crescendo”. Ele também alertou sobre o oportunismo político que pode surgir em meio a essa situação e reiterou a importância da coesão e solidariedade dentro do grupo político do ex-presidente.















