Durante a última reunião ministerial com o presidente Lula (PT), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, enfrentou um momento delicado, emocionando-se e precisando ser amparada pela primeira-dama, Janja da Silva. O episódio ocorreu na segunda-feira (18), conforme relatado pela CNN Brasil.
Lula cobrou a ministra por cinco crises na saúde observadas durante sua gestão. Entre elas, destacam-se a epidemia de dengue que atingiu quase dois milhões de infectados, a questão das mortes de yanomamis, a suspensão da nota técnica sobre “aborto legal”, a crise nos hospitais federais no Rio de Janeiro, e a dificuldade de relacionamento com o Congresso Nacional.
Em resposta às cobranças, Nísia Trindade reconheceu os problemas, mas justificou cada um deles. Ela mencionou as dificuldades em dialogar com o Centrão e desconhecer a nota técnica sobre “aborto legal”. Além disso, explicou que a situação das mortes de yanomamis não refletia a realidade devido à subnotificação durante o governo anterior. Quanto aos problemas nos hospitais federais do Rio de Janeiro, prometeu mudanças no gabinete e já efetuou exonerações.
Após ouvir as justificativas da ministra, Lula prometeu apoiá-la nas decisões necessárias, especialmente em relação à situação no Rio. No entanto, ele voltou a criticar Nísia pela relação com o Congresso Nacional, destacando a urgência de melhorar essa interação.
Ao final da discussão, Nísia expressou sua relutância em adotar uma postura mais enérgica com os parlamentares, citando sua condição de mulher, e começou a demonstrar sinais de choro, sendo amparada por Janja da Silva.














