Greve do transporte público afeta a Região Metropolitana de Salvador na próxima segunda-feira
O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários da Região Metropolitana (Sindmetro) anunciou uma paralisação do transporte público na próxima segunda-feira (24). A greve afetará diversos locais, incluindo a cidade de Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Santo Amaro, São Sebastião do Passé, Dias D’Avila, Mata de São João, Praia do Forte, Porto de Sauípe, Subaúma, Conde, Imbassaí, Rio Real e Arembepe. O comunicado foi emitido pela entidade nesta sexta-feira (21).
Em comunicado, o Sindmetro explicou que a greve decorre da falta de solução para quitar as rescisões contratuais de 530 rodoviários dispensados pelas empresas que operam no transporte da Região Metropolitana de Salvador (RMS).
“Ao longo de mais de um ano, temos negociado com as empresas do setor e com o Governo do Estado a solução para a quitação das rescisões contratuais de cerca de 530 trabalhadores dispensados pelas empresas BTM, VSA e Linha Verde, as quais encerraram suas atividades em razão dos efeitos da pandemia. Acreditávamos que a liberação dos recursos advindos da EC n.º 123/22 poderia viabilizar resposta para o problema”, afirma a nota.
A entidade alegou também que a greve ocorre por discordarem do repasse do Governo do Estado para o metrô.
“Em razão dos critérios absolutamente injustificáveis e desproporcionais utilizados pelo Governo do Estado para definição dos valores dos repasses, houve evidente favorecimento do ‘Metrô’ – que já é, ressalte-se, subsidiado nos termos da PPP – em detrimento das demais empresas rodoviárias (estas, sim, diretamente atingidas com a alta dos combustíveis nos últimos anos)”, diz a entidade.
“Com isso, a CCR Metrô, sozinha, abocanhou quase 47% da verba total recebida, 16 milhões de reais, e os créditos distribuídos ao segmento rodoviário e, em especial, às citadas devedoras dos trabalhadores (BTM, VSA e Linha Verde) foram, em muito, insuficientes para sanar as dívidas com os demitidos”, conclui o documento.















