A Prefeitura de Salvador finaliza as obras de requalificação do Largo da Lapinha e do Pavilhão 2 de Julho, em um tempo surpreendentemente curto. O projeto foi entregue no sábado (1º) como parte das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil na Bahia. A inauguração contou com a presença do prefeito Bruno Reis, autoridades municipais e estaduais, um dia antes do desfile cívico em comemoração à Data Magna da Bahia.
As obras foram concluídas em apenas três meses, com o projeto arquitetônico elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e a execução realizada pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop). Além disso, o artista plástico, restaurador e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), José Dirson Argolo, foi responsável pela restauração das carruagens e das imagens do Caboclo e da Cabocla.
Durante a entrega, estiveram presentes a vice-prefeita Ana Paula Matos, o secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult) Pedro Tourinho, o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM) Fernando Guerreiro, o secretário estadual de Cultura Bruno Monteiro, o presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) Joaci Góes, entre outras autoridades.
O prefeito Bruno Reis destacou a conclusão das obras em tempo recorde e ressaltou a importância desses projetos para valorizar a história da luta pela independência do Brasil, simbolizada pelo 2 de Julho. Ele convidou a população a acompanhar as próximas apresentações, citando a estreia do espetáculo Resistência Cabocla.
O secretário Bruno Monteiro enfatizou a importância da parceria entre a Prefeitura e o Governo para a preservação da história, destacando que a história pertence ao povo e é construída com símbolos em prol da preservação.
Embora o Pavilhão 2 de Julho não seja um patrimônio tombado e não esteja localizado em um sítio reconhecido como patrimônio, a estrutura possui valores históricos, arquitetônicos e artísticos que merecem ser preservados. A fachada frontal do imóvel passou por intervenções, incluindo a remoção de camadas de tinta que descaracterizavam as formas originais, repintura e instalação de iluminação cênica, buscando estabelecer um diálogo harmonioso entre a arquitetura contemporânea e a história centenária do pavilhão.
De acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Pedro Tourinho, o memorial em homenagem ao 2 de Julho, que funcionará no Pavilhão, será inaugurado ainda neste mês, após o retorno dos Caboclos à Lapinha. Parte dos conteúdos que serão expostos será colhida durante o desfile do bicentenário. O memorial será aberto para a visitação de estudantes da rede municipal após o
retorno das aulas.
O presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes, ressaltou a importância do Pavilhão 2 de Julho como um templo sagrado da história da liberdade e da Bahia. Ele destacou a colaboração da obra para que os baianos compreendam o verdadeiro significado da data comemorada no 2 de julho.
Além da requalificação do Pavilhão, o novo Largo da Lapinha também foi inaugurado no sábado. A obra, realizada pela Secretaria de Manutenção (Seman), incluiu a substituição de piso, a implantação de totens com informações e ilustrações sobre a Independência, a recuperação do entorno da praça e a pintura da igreja.
As estátuas dos Caboclos, bem como suas carruagens, passaram por uma restauração completa sob a supervisão do artista plástico José Dirson Argolo. Esse trabalho incluiu a remoção de mais de 50 camadas de tinta que deformaram as peças ao longo do tempo.
Com a conclusão dessas obras, o novo Largo da Lapinha e o Pavilhão 2 de Julho oferecem à cidade um espaço revitalizado que celebra a história e a luta pela independência do Brasil.















