O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com recurso no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) contra decisão em primeiro grau que determinou fiança de R$ 2,2 mil para a concessão de liberdade provisória ao médico Daniel Sadigursky, preso em flagrante, no sábado (4) após espancar a esposa com quem convivia há 11 anos.
De acordo com o MP-BA, não há qualquer representação da Instituição contra a juíza. “O recurso, fundamentado em bases legais, tem por objetivo modificar a decisão judicial”.
No recurso, solicitado no último dia 5, o promotor de Justiça Clodoaldo Anunciação pede que “seja decretada a prisão preventiva de Daniel ou, em último caso, a manutenção do valor da fiança em R$ 60 mil, como arbitrado inicialmente pela autoridade policial, ou outro valor que a Corte entender compatível com a gravidade dos fatos e com a capacidade financeira do médico”.
O promotor argumenta que estão presentes todos pressupostos legais para a prisão preventiva e afirma que a manutenção do médico em liberdade pode colocar “em risco a segurança e a integridade física e psicológica da vítima”.
O caso
O médico, que é especialista em pé e tornozelo e tem cursos em Nova York e na Suiça, estaria agredindo a companheira há três anos.
Vizinhos que ouviram os pedidos de socorro da vítima, chamaram a polícia e a 35ª Companhia Independente da PM (CIPM) chegou rapidamente. Ao entrar no edifício, o profissional foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), localizada em Brotas.
O médico foi autuado pelo crime de tentativa de feminicídio, mas, logo depois, pagou a fiança no valor de R$ 2 mil e foi liberado. Incialmente, durante a audiência de custódia, o valor estipulado era de R$ 60 mil, mas foi reduzido drasticamente.
Fonte: bnews.com.br















