Siqueira Costa Júnior fundador do MBL na Bahia, cria grupo de apoio a Flávio Bolsonaro e reúne mais de 300 apoiadores em poucas horas e anuncia, que em caso de vitória de Flávio Bolsoanro irá tornar a fazer o enterro do PT nas faculdades federais e UNEB.
Ex-fundador e ex-coordenador do MBL, Siqueira lançou o grupo no WhatsApp na manhã desta quinta-feira e promete retomar o “enterro simbólico do PT” na UFBA e na Uneb caso Flávio Bolsonaro vença as eleições.
O ex-fundador e ex-coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Siqueira Costa Júnior, criou na manhã desta quinta-feira um grupo de apoio à campanha de Flávio Bolsonaro que já ultrapassou a marca de 300 participantes no WhatsApp.
A mobilização pretende reunir apoiadores do candidato na Bahia e ampliar a articulação política em torno de sua candidatura. Além da organização digital, Siqueira anunciou que pretende retomar uma das ações mais polêmicas de sua trajetória no movimento liberal: o chamado “enterro simbólico do PT”.
Segundo o anúncio feito nas redes sociais, caso Flávio Bolsonaro vença as eleições, ele pretende organizar novos atos na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
Protesto na UFBA gerou repercussão em 2018
A iniciativa remete a um episódio ocorrido em 13 de novembro de 2018, quando integrantes do MBL realizaram um protesto simbólico contra o PT no campus de Ondina da UFBA.
A manifestação utilizou caixões com referências ao partido e ocorreu nas proximidades de um memorial em homenagem a mulheres vítimas de feminicídio, incluindo a vereadora Marielle Franco. A escolha do local provocou críticas e reações de estudantes e representantes da esquerda.
Entre as manifestações contrárias esteve a da vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT), que criticou a iniciativa e apontou desrespeito à memória das vítimas homenageadas.
O episódio foi marcado por discussões e acusações entre os envolvidos, tornando-se mais um capítulo da disputa política entre integrantes do MBL e setores da esquerda nas universidades baianas.
Siqueira defende espaço para divergências políticas
Ao anunciar a possibilidade de repetir o ato, Siqueira sustenta que as universidades públicas devem ser espaços de pluralidade política, nos quais diferentes correntes ideológicas possam se manifestar.
A proposta reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, direito à manifestação política e respeito às comunidades acadêmicas. A realização de eventuais atos também dependerá das regras de utilização dos espaços universitários.
Com mais de 300 participantes no grupo de WhatsApp já na manhã de sua criação, a iniciativa demonstra o início de uma mobilização digital em torno da campanha de Flávio Bolsonaro na Bahia. A dimensão desse apoio, porém, ainda não permite estimar quantos participantes estarão presentes em eventuais manifestações presenciais.
Siqueira afirma que pretende liderar a iniciativa caso o resultado eleitoral seja favorável ao candidato, retomando uma estratégia de protesto que marcou sua atuação política em 2018.

















