Megaoperação do Ministério Público e da Polícia Civil mira núcleo financeiro da facção e investiga movimentações suspeitas envolvendo familiares de Marcola e empresas de fachada
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira durante a “Operação Vérnix”, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, considerado a maior facção criminosa do país.
Segundo os investigadores, a operação tem como foco desmontar uma estrutura financeira que teria sido usada para movimentar recursos ilícitos associados ao grupo criminoso comandado por Marco Herbas Camacho. A apuração aponta que empresas de fachada, operadores financeiros e contas bancárias de terceiros teriam sido utilizadas para ocultar a origem do dinheiro.
De acordo com as investigações, Deolane é suspeita de participação em transações consideradas atípicas envolvendo uma transportadora localizada no interior paulista, próxima ao presídio onde integrantes da facção cumprem pena. O Ministério Público suspeita que contas ligadas à influenciadora tenham sido usadas para movimentação financeira de valores investigados.
A prisão aconteceu logo após o retorno de Deolane ao Brasil. Ela estava na Itália nas últimas semanas e chegou a ter o nome incluído em alerta internacional da Interpol. Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis ligados à empresária na região de Barueri, em São Paulo.
Além dela, a operação teve como alvos familiares de Marcola e supostos operadores financeiros da organização criminosa. Entre os investigados estão parentes diretos do líder da facção e pessoas apontadas como responsáveis pela engenharia financeira do esquema.
Ao todo, a Justiça autorizou seis mandados de prisão preventiva. A investigação também apura suspeitas de utilização de empresas para lavagem de dinheiro e possível suporte logístico ao crime organizado.
Essa não é a primeira vez que o nome de Deolane aparece em investigações policiais. Em 2024, ela e a mãe chegaram a ser presas em Pernambuco durante uma operação que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Na ocasião, ambas foram liberadas posteriormente por decisão judicial.

















