O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a diminuição da jornada laboral será realizada de maneira colaborativa, com o governo federal atento às necessidades particulares de cada segmento econômico, visando beneficiar a sociedade como um todo.

A fala ocorreu depois que Lula recebeu, em São Paulo, uma lista de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta terça‑feira (19), durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic).
“Não hesitem em apresentar qualquer proposta a nós. A construção civil é essencial para o futuro do país. Em qualquer época, ela gera empregos com maior facilidade. É ela que faz as coisas avançarem”, afirmou o presidente.
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Especificidades de cada categoria
Em seguida, Lula ressaltou que o governo observará as demandas relacionadas à redução da escala 6 por 1, que permitirá aos trabalhadores brasileiros ter dois dias de descanso semanal.
“A jornada será definida considerando a particularidade de cada categoria. Ninguém será forçado a aceitar imposições. É preciso respeitar a realidade de cada grupo, profissão e setor econômico, para que os resultados atendam ao benefício que desejamos para a sociedade brasileira”, afirmou, buscando tranquilizar os empresários do ramo.
“Não se alarmem com o fim da escala 6 por 1. Essa mudança é necessária, pois a população hoje deseja mais tempo em casa, mais tempo de lazer, mais tempo para estudar e para relacionamentos. Isso é natural, pois a sociedade tem evoluído rapidamente, impulsionada pelos avanços tecnológicos”, acrescentou.
Ao se dirigir aos empresários da construção civil, Lula destacou que precisa deles para gerar empregos, erguer moradias e executar obras de infraestrutura. “Vocês também dependem de mim para obter financiamento. É uma relação de mão dupla. Eu ofereço e recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for assim, não funciona”.
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