Levantamento divulgaydo em parceria com o Bahia Notícias mostra ex-prefeito de Salvador à frente nos cenários espontâneo e estimulado, reacendendo polarização entre oposição e grupo petista no estado
A mais recente pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta quarta-feira (13), indica vantagem do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, na corrida pelo governo da Bahia em 2026. O levantamento, realizado em parceria com o Bahia Notícias, mostra o principal nome da oposição liderando tanto na pesquisa espontânea quanto nos cenários estimulados contra o governador Jerônimo Rodrigues.
Os números reforçam um cenário de disputa antecipada e altamente polarizada entre o grupo liderado por ACM Neto e a estrutura política do PT baiano, hoje comandada por Jerônimo com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Na leitura política, o levantamento sinaliza dois movimentos relevantes: a manutenção da força eleitoral de ACM Neto, mesmo após a derrota em 2022, e o desafio do atual governador em ampliar conhecimento e consolidação fora da base petista tradicional. Apesar da máquina estadual e do alinhamento com o governo federal, Jerônimo ainda enfrenta dificuldades para converter aprovação administrativa em vantagem eleitoral consistente.
O desempenho de ACM Neto também evidencia que o eleitorado baiano continua dividido entre o legado carlista modernizado pelo União Brasil e a hegemonia petista construída nas últimas duas décadas. A segurança pública, principal tema de desgaste do governo estadual, tende a ganhar centralidade no debate eleitoral, especialmente diante do aumento da pressão da oposição sobre os índices de violência no estado.
Embora o calendário eleitoral ainda esteja distante e o cenário permaneça sujeito a alianças, candidaturas alternativas e impacto econômico nacional, a pesquisa serve como termômetro inicial da sucessão baiana. No ambiente político, o resultado deve intensificar a movimentação de partidos do centro e ampliar as negociações em torno de palanques regionais.
A expectativa agora se concentra na evolução dos próximos levantamentos e na capacidade do governo Jerônimo de reduzir a vantagem oposicionista antes do início oficial da pré-campanha.

















