Levantamento divulgado a cinco meses da eleição mostra recuperação numérica do presidente e consolidação do eleitorado bolsonarista em disputa nacional polarizada
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) indica um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República em 2026.
O levantamento mostra os dois nomes dentro da margem de erro, em um retrato que reforça a permanência da polarização política no país.
Os números apontam recuperação do presidente em relação aos levantamentos anteriores, movimento acompanhado por uma melhora nos índices de aprovação do governo federal.
Ainda assim, o desempenho de Flávio Bolsonaro demonstra a capacidade de transferência política do capital eleitoral ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sobretudo entre eleitores conservadores e segmentos mais identificados com a oposição ao PT.
O levantamento surge em um momento de reorganização das forças políticas nacionais. No campo governista, aliados de Lula apostam na recuperação econômica, em programas sociais e na redução de tensões institucionais como ativos para fortalecer a campanha à reeleição. Já o grupo bolsonarista trabalha para manter mobilizada sua base eleitoral e consolidar um nome competitivo diante das restrições jurídicas enfrentadas pelo ex-presidente.
A pesquisa também evidencia que, apesar da melhora registrada pelo Palácio do Planalto, o ambiente eleitoral permanece altamente dividido. A vantagem numérica oscilante entre os candidatos indica um eleitorado ainda sensível ao cenário econômico, à percepção sobre segurança pública e ao desgaste político acumulado desde as eleições de 2022.
Nos bastidores de Brasília, o resultado da Quaest é interpretado como sinal de alerta para ambos os campos. Para o governo, porque mostra limites na ampliação da popularidade presidencial. Para a oposição, porque revela que Lula mantém capacidade de recuperação política mesmo em meio à forte pressão no Congresso e às críticas sobre a condução econômica.
Com cinco meses até o pleito, a tendência é de intensificação da disputa narrativa entre PT e bolsonarismo, enquanto partidos de centro acompanham a evolução do cenário em busca de espaço para alianças e composição de chapas.

















