A Bahia contabiliza 144.928 pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo dados do IBGE. A maior parte dos casos ocorre entre homens, que somam 86.126 diagnósticos, o equivalente a 59,4% do total. Já entre as mulheres, são 58.802 registros, representando 40,6%.
Apesar do volume expressivo em números absolutos, o estado apresenta uma das menores proporções de pessoas com TEA em relação à população, com cerca de 1%. O índice está abaixo da média nacional, de 1,2%, e empata com o registrado no Tocantins. Ainda assim, a Bahia ocupa a quarta posição no ranking nacional em números totais, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O levantamento também destaca a concentração de diagnósticos entre crianças e adolescentes. Pessoas com até 14 anos representam 49.920 dos casos, o que corresponde a 34,4% do total no estado. A data de 2 de abril, instituída pela Organização das Nações Unidas, marca o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, com foco na disseminação de informações e no combate ao preconceito.
Os dados apontam ainda desigualdades no acesso à educação. Entre crianças de 6 a 14 anos, a taxa de frequência escolar na população geral é de 98,4%, enquanto entre estudantes com TEA esse índice cai para 93,1%.
Essa diferença também se reflete na escolaridade na vida adulta. Entre pessoas com 25 anos ou mais diagnosticadas com autismo, 60,2% não concluíram o ensino fundamental ou não possuem instrução formal — percentual superior ao observado na população em geral, que é de 44,4%.

















