Desmobilização de bloco reduz força de migração conjunta e abre negociações individuais na base de Jerônimo Rodrigues
A articulação para uma saída conjunta de deputados estaduais do Progressistas (PP) na Bahia perdeu força após divergências internas e mudanças de posicionamento entre os envolvidos. O movimento previa a migração em bloco para partidos da base do governador Jerônimo Rodrigues, mas acabou sendo desidratado nos bastidores.
O recuo ganhou forma após o deputado Hassan decidir permanecer alinhado ao grupo político de ACM Neto, seguindo a orientação de Zé Cocá. Com isso, o desenho inicial da saída coletiva foi comprometido. Na sequência, o deputado Niltinho optou por se filiar ao Partido Social Democrático (PSD), com apoio do senador Otto Alencar.
Diante do novo cenário, os deputados Antonio Henrique Jr. e Eduardo Salles passaram a քննարկar alternativas de forma independente. A principal hipótese em análise é a filiação ao Partido Verde (PV), que integra a federação com PT e PCdoB, considerada hoje a opção mais viável no campo governista.
Outras possibilidades também seguem em avaliação, incluindo eventuais ingressos no Partido Socialista Brasileiro (PSB) e no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A movimentação está diretamente ligada à recomposição de espaços nas legendas, especialmente após a saída de Ludmilla Fiscina para o PSD e o reposicionamento de Vitor Bonfim, que articula candidatura à Câmara dos Deputados em 2026.
Sem a coesão inicial, as negociações passaram a ocorrer de forma individual. Os parlamentares têm até o dia 5 de abril, prazo final da janela partidária, para definir seus novos rumos políticos.

















