Falas de Jaques Wagner e Otto Alencar indicam espaço para consenso em proposta moderada, com redução de penas e rejeição a anistia irrestrita
Após o arquivamento da PEC da Blindagem, a discussão sobre uma possível anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 voltou a ganhar espaço no Congresso Nacional. O tema ressurgiu com declarações de políticos como Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e Otto Alencar (PSD-BA), que deixaram de se posicionar como críticos absolutos à proposta.
O movimento indica a possibilidade de construção de um consenso em torno de um projeto de anistia mais restrito. A proposta em debate prevê a redução de penas para parte dos condenados, especialmente entre aqueles considerados como participantes secundários, mas não contempla a cúpula do bolsonarismo, acusada de articular a tentativa de golpe.
Nos bastidores, ministros do Supremo Tribunal Federal também têm sinalizado disposição em aceitar um abrandamento das punições, como forma de mitigar críticas sobre eventuais excessos nas condenações. A escolha do deputado Paulinho da Força (SD-SP) como relator do projeto reforça a estratégia de moderação e de “apaziguamento político”.
O projeto ainda não chegou à votação na Câmara dos Deputados, mas a movimentação de lideranças como Wagner e Otto é vista como preparação de terreno para quando a proposta avançar no Legislativo.





















