Operação também mira Silas Malafaia, que teve celulares apreendidos no Galeão
A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (20) o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de tentativa de coação e obstrução de Justiça no processo que apura a trama golpista de 2023. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e sustenta que ambos atuaram para intimidar autoridades e interferir diretamente nas investigações.
Na mesma operação, o pastor Silas Malafaia foi alvo de mandado de busca e apreensão no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, logo após desembarcar de um voo vindo de Lisboa. Policiais federais confiscaram celulares e outros equipamentos, além de conduzi-lo para prestar depoimento. A decisão foi autorizada pelo STF no âmbito da PET nº 14129, que também impôs medidas cautelares, como a proibição de sair do país e de manter contato com outros investigados.
De acordo com a PF, mensagens e áudios extraídos do celular de Jair Bolsonaro, alguns já apagados, indicam conversas com Eduardo e Malafaia para pressionar instituições e dificultar o avanço das apurações. Entre os registros, há ainda menções a uma possível solicitação de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei.
O inquérito que resultou no indiciamento foi aberto em maio, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o órgão, Eduardo Bolsonaro também teria buscado influenciar autoridades estrangeiras, inclusive nos Estados Unidos, para pressionar por sanções contra ministros do STF.





















