O Brasil voltou a registrar casos de gripe aviária após a confirmação da presença do vírus H5N1 em nove galinhas-d’Angola do BioParque do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo com base em exames feitos pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
As aves contaminadas estavam na área da Savana Africana, que ficará interditada por 14 dias como medida preventiva, de acordo com os protocolos de biossegurança. O monitoramento está sendo realizado por equipes da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e da Superintendência de Defesa Agropecuária Estadual.
Apesar do registro, o BioParque permanece aberto ao público. A única restrição é na área onde as aves foram encontradas. Segundo o governo do estado, medidas como isolamento total da área afetada, monitoramento clínico das demais aves, inspeções técnicas e controle de circulação de pessoas e materiais já foram adotadas.
Em junho, o Ministério da Agricultura havia comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) que o país estava livre da influenza aviária de alta patogenicidade, após 28 dias sem registros. No entanto, desde o novo caso confirmado, 15 pessoas que tiveram contato direto com os animais estão sendo monitoradas. Caso apresentem sintomas em até 10 dias, serão tratadas como casos suspeitos e orientadas ao isolamento domiciliar.
As autoridades reforçam que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos e que infecções humanas são raras.




















