A relação entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou por um momento de tensão nos últimos dias, mas foi parcialmente pacificada após a atuação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro. O desentendimento, cuja motivação não foi detalhada publicamente, foi amenizado na última terça-feira (15), após diversas ligações de Jair Bolsonaro ao filho.
Na ocasião, o ex-presidente ainda não havia sido alvo da mais recente operação da Polícia Federal nem estava proibido de manter contato com Eduardo. As conversas resultaram na retomada do diálogo entre o deputado e o governador paulista, até então rompido.
Na sexta-feira (18), Jair Bolsonaro passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em nova fase de investigação que o impede de usar redes sociais, frequentar embaixadas e manter contato com outros investigados — o que inclui seus filhos Eduardo e Carlos Bolsonaro.
A restrição foi criticada publicamente por Eduardo, que argumenta estar impossibilitado de manter qualquer tipo de comunicação com o pai, agora submetido ao recolhimento domiciliar noturno.
Retorno ao mandato
Após quatro meses de licença não remunerada, Eduardo Bolsonaro retomou automaticamente seu mandato na Câmara dos Deputados neste domingo (20). Durante o período, residiu nos Estados Unidos e sinalizou, em transmissão ao vivo, que não pretende renunciar ao cargo.
“Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, consigo levar meu mandato, pelo menos, pelos próximos três meses”, declarou.
Com o fim da licença, o parlamentar volta a receber salário integral de R$ 46,3 mil. Apesar da ausência prolongada, Eduardo não corre risco imediato de perder o mandato, uma vez que o Congresso Nacional está em recesso até o início de agosto e ele ainda permanece dentro do limite de faltas regimentais permitido.

















