O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (7), que poderá adotar medidas “mais drásticas” para reduzir o custo dos alimentos aos consumidores, responsabilizando os “atravessadores” pela disparada no preço dos ovos. Contudo, Lula não detalhou quais seriam essas ações durante seu discurso em um evento do programa Terra da Gente, realizado em Campo do Meio, Minas Gerais.
Como parte dos esforços para frear a inflação dos alimentos, o governo anunciou na quinta-feira (6) a isenção da alíquota de importação para itens como carne, que atualmente possui tarifa de 10%, café, com 9%, e açúcar, cuja taxa é de 14%, entre outros produtos.
“O preço do café está caro, o ovo, o preço do milho está caro e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer solução pacífica, sem nada, mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar uma atitude mais drástica, porque o que interessa é levar comida barata para a mesa do brasileiro”, declarou o presidente.
Lula destacou que tanto o governo quanto empresários estão preocupados com a escalada dos preços, mas ressaltou que o foco não é prejudicar os produtores. “A gente não quer que o produtor tenha prejuízo. O que nós precisamos é saber que tem atravessador no meio. Entre o produtor e o consumidor deve ter muita gente que mete o dedo no meio. E nós vamos descobrir quem é o responsável por isso”, reforçou.
De acordo com o presidente, entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025, o preço da caixa com 30 dúzias de ovos subiu de cerca de R$ 140 para R$ 210 em fevereiro deste ano. “Eu quero saber por que ela deu esse salto. Quem é que meteu o bedelho e chutou a bola para cima?”, questionou Lula.















