A decisão da Prefeitura de Barrocas, na Bahia, de extinguir oito escolas municipais por meio do Decreto Nº 35, de 17 de dezembro de 2024, é uma medida drástica que reflete a realidade de muitas regiões do interior, onde a diminuição do número de alunos em determinadas localidades tem levado ao fechamento de unidades escolares. A razão apresentada pela prefeitura é a falta de demanda de alunos e o abandono dos prédios escolares, o que torna inviável a manutenção dessas instituições.
As escolas extintas estão situadas em diferentes povoados do município, o que indica um impacto significativo em diversas comunidades. As unidades que tiveram suas atividades encerradas são:
- ESC Roque Avelino de Queiroz Filho – Povoado Jenipapo
- ESC José Ancelmo da Silva – Povoado Lagoa do Velho
- ESC São Cristóvão – Povoado Baráuna do Rumo
- ESC Frei Orlando Bitencourt – Povoado Lagoa Redonda
- ESC Antônio Celestino de Oliveira – Povoado Tigre
- ESC Ivone Maciel Mota – Povoado Nova Brasília
- ESC Mul Caldeirão Grande – Povoado Caldeirão Grande
- ESC Grupo Escolar de Minação – Povoado Minacão
Embora a justificativa seja a falta de alunos, o fechamento dessas escolas pode ter um impacto profundo nas comunidades locais, especialmente nas áreas mais afastadas, onde o acesso à educação pode se tornar mais difícil. A falta de informações sobre a realocação dos alunos deixa uma grande dúvida quanto à forma como a prefeitura lidará com a educação dessas crianças, o que pode gerar preocupações sobre o aumento da distância para escolas existentes e os custos adicionais para as famílias.
A medida também levanta questões sobre a desigualdade no acesso à educação, um tema recorrente em muitas áreas rurais, onde as populações são menores e, consequentemente, as escolas podem ter dificuldade em manter um número suficiente de alunos para justificar sua operação.
Embora o decreto tenha entrado em vigor em 17 de dezembro de 2024, seria importante que a Prefeitura de Barrocas fornecesse mais informações sobre os planos de realocação dos alunos e as medidas de apoio às famílias afetadas. A reestruturação do sistema educacional municipal, como parece ser o caso, deve ser acompanhada de uma atenção especial ao acesso à educação de qualidade para todos, independentemente de onde residam.

















