Um relatório elaborado pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe à tona detalhes preocupantes sobre a atuação dos procuradores da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato. Segundo o documento, uma parte do Ministério Público Federal (MPF) envolvida na operação teria conduzido uma “negociação paralela de flexibilização de regras” com autoridades dos Estados Unidos.
De acordo com informações do blog de Andréia Sadi, no portal G1, os membros do MPF em questão estariam interessados em uma parcela da multa de US$ 853,2 milhões aplicada pelo governo dos Estados Unidos à Petrobras. O relatório, redigido pelo corregedor nacional de Justiça Luís Felipe Salomão, destaca que essas ações, embora apresentadas como parte da cooperação internacional, foram marcadas por articulações não transparentes visando o retorno de parte da multa para o Brasil.
O relatório será submetido à análise do CNJ nesta terça-feira (16) e poderá resultar em sanções ao então juiz Sergio Moro, que liderava a 13ª Vara quando o acordo foi estabelecido em 2018. Segundo os termos do acordo, 80% dos recursos, equivalente a cerca de R$ 682 milhões, deveriam retornar ao Brasil. No entanto, o valor foi depositado pela Petrobras em 2019, sob a gestão da juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro à época, que determinou que os fundos fossem repassados para uma fundação administrada por membros da Lava Jato. Essa decisão foi posteriormente bloqueada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.















