O deputado estadual Robinson Almeida (PT-BA), conhecido por suas críticas contundentes à Neoenergia Coelba, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em grande parte dos municípios baianos, reiterou sua preocupação com a qualidade do serviço prestado pela empresa.
Na manhã desta terça-feira (5), a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) abriu suas portas para receber o diretor-presidente da Neoenergia Coelba, Thiago Freire Guth, que compareceu para prestar esclarecimentos sobre os problemas relacionados à deficiência no fornecimento de energia. Durante o encontro, Robinson Almeida não poupou críticas e apontou para questões generalizadas em todo o estado, incluindo apagões notáveis durante o Carnaval de Salvador, na Avenida Tancredo Neves, e em regiões turísticas como Maraú, Barra Grande, Itacaré e Morro de São Paulo. O parlamentar destacou ainda a persistência de apagões, a falta de abastecimento na região oeste do estado e a prestação de serviços de má qualidade, atribuída à ausência de investimentos por parte da Coelba.
“Nós não podemos aceitar que essa situação perdure aqui na nossa Bahia”, enfatizou Robinson Almeida em declarações ao BNews. No âmbito legislativo, tramita com urgência na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4831/23, proposto pelo deputado baiano João Carlos Bacelar (PL), que propõe a renovação dos contratos das companhias energéticas por 15 anos, mediante autorização do Congresso Nacional. Robinson manifestou seu apoio à iniciativa e, ao mesmo tempo, criticou o atual modelo de contrato com a concessionária.
O deputado argumentou que o contrato vigente tem 27 anos e está consideravelmente defasado, tendo sido estabelecido em uma época em que não havia a regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele ressaltou as dificuldades na fiscalização, apontando que, na prática, a Aneel carece de estrutura nos estados. Robinson Almeida afirmou que a Coelba opera sem restrições em relação à má prestação de serviços.
“Temos que mudar; deve haver mais exigência e controle da sociedade sobre a prestação de serviço, maiores punições para aqueles que descumprem o contrato, exigência de investimentos, porque a economia da Bahia sofre com isso. Várias indústrias não se instalam, vários serviços não funcionam no poder público, e a Coelba tem que assumir a sua responsabilidade. Essa legislação para aprimorar a regulação e o controle da sociedade sempre é muito bem-vinda”, pontuou o deputado ao abordar a necessidade de mudanças no setor de energia na Bahia.
















