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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia (Sinttel Bahia), Joselito Ferreira, levantou uma forte voz em cobrança pelo imediato retorno dos seguranças nas lojas da Neoenergia Coelba no estado. Em entrevista exclusiva ao BNews, realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta terça-feira (5), Ferreira destacou a necessidade urgente de restabelecer a segurança para os trabalhadores terceirizados que prestam serviços à Coelba, por meio da empresa Logos.
A medida de retirar os seguranças das lojas, implementada pela Coelba em 2021 no início da pandemia, tem gerado uma série de problemas, conforme alertou o presidente do Sinttel Bahia. Ele ressaltou que os serviços prestados pela Coelba não têm atendido às expectativas, resultando em clientes insatisfeitos que descontam sua frustração nos trabalhadores.
“Estamos aqui representando os trabalhadores terceirizados que prestam serviço à Coelba, através da empresa Logos. A falta de segurança nas lojas tem causado inúmeros transtornos, pois o cliente, ao chegar para reclamar, despeja toda a sua raiva nos trabalhadores. Além disso, estamos defendendo os consumidores, já que, ao chegarmos nas lojas da Coelba, não contamos com segurança. É crucial que a Coelba reveja sua decisão de não ter seguranças nas lojas. Por isso, estamos promovendo uma ampla campanha para sensibilizar a empresa a retomar os profissionais de segurança, proporcionando tranquilidade aos trabalhadores, trabalhadoras, clientes e consumidores da concessionária”, afirmou Joselito Ferreira.
No mesmo dia, o diretor-presidente da Neoenergia Coelba, Thiago Freire Guth, compareceu à ALBA para prestar esclarecimentos sobre os problemas no fornecimento de energia na Bahia. Ferreira ressaltou que a falta de energia tem afetado toda a sociedade baiana, levando a situações extremas em que trabalhadores estão sendo ameaçados por clientes da Coelba.
“A falta de energia afeta todos nós, consumidores, empresas e trabalhadores. Quando o cliente chega na loja, ele está frustrado com a concessionária, e o trabalhador acaba sendo uma válvula de escape para essa frustração, resultando em agressões a muitos trabalhadores. Para ter uma ideia da gravidade, tivemos uma cidade do interior do estado em que todas as trabalhadoras foram ameaçadas de morte. Estamos profundamente preocupados com essa situação e, por isso, solicitamos o apoio da sociedade e dos parlamentares aqui na Assembleia Legislativa para que possamos obter, com êxito, o retorno dos seguranças para as lojas”, concluiu Ferreira, ressaltando a urgência da reinstalação dos profissionais de segurança diante do crescente cenário de ameaças e agressões.

















