Boletim Bahia
  • Últimas
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Exclusivas
  • Colunas
  • Entretenimento
    • Esporte
    • Música
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Boletim Bahia
  • Últimas
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Exclusivas
  • Colunas
  • Entretenimento
    • Esporte
    • Música
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Boletim Bahia

Array

Redação Boletim Bahia por Redação Boletim Bahia
2 dias atrás
em Bahia, Notícias
A A
Array

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Share on Facebook
FacebookXPinterestLinkedIn

“Não há uma legislação distinta para moradores de condomínios da Barra da Tijuca e para os que vivem em favelas”, afirmou, em quarta-feira (28), a confeiteira Tauã Brito, durante o ato em homenagem às vítimas da Operação Contenção. A incursão policial resultou na morte de 122 pessoas nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, em outubro de 2025. Em 40 anos, foi a operação mais letal do estado.

Mãe de Wellington Brito, jovem de 20 anos, Tauã foi uma das primeiras a denunciar a chacina e a defesa de que as pessoas envolvidas com o crime pudessem se entregar à Justiça, em vez de serem executadas. Ela tentou, em vão, negociar a rendição do filho e implorou para que a polícia a permitisse entrar na área de mata onde ocorreram as execuções. Não foi autorizada. De madrugada, ela retornou e, com luz de celular, encontrou o corpo do filho morto, já coberto por insetos.

Durante o ato em memória das vítimas, na Vila Cruzeiro, na Penha, Tauã fez um discurso emocionado em nome das famílias. Ela cobrou os resultados das investigações sobre as execuções, denunciou a normalização da violência e afirmou que o direito à vida não é determinado pelo endereço das pessoas.

Related Post

Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

2 horas atrás
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

5 horas atrás
Array

Array

8 horas atrás
Array

Array

11 horas atrás

“A Justiça não pode ser um privilégio daqueles que têm dinheiro, moram em condomínios ou ocupam cargos de poder”. Para ela, “a polícia mata por causa do CEP”.

“Um CEP que muitas vezes parece determinar quem terá seus direitos respeitados e quem será tratado como um corpo descartado”, afirmou. “E eu não estou aqui dizendo isso porque quero que os crimes sejam ignorados, não. Estou dizendo que qualquer pessoa que comete um crime precisa responder perante a lei. Mas responder perante a lei é diferente de ser executado”, completou.


Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – As mães Tauã Brito e Rakhel Rios no ato no Complexo da Penha em memória de um ano da Operação Contenção, que deixou 122 mortos após ação policial, com familiares e moradores para discutir segurança pública nas favelas e levar atividades para crianças da comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – As mães Tauã Brito e Rakhel Rios no ato no Complexo da Penha em memória de um ano da Operação Contenção, que deixou 122 mortos após ação policial, com familiares e moradores para discutir segurança pública nas favelas e levar atividades para crianças da comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – As mães Tauã Brito e Rakhel Rios no ato no Complexo da Penha em memória aos mortos na Operação Contenção. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Tauã lembrou que, em maio de 2025, o Rio de Janeiro realizou a maior apreensão de armas da história, em um condomínio da Barra da Tijuca, bairro de classe média alta, na zona sudoeste. Na ocasião, a polícia prendeu sete pessoas com 240 armas e milhares de munições que seriam do tráfico de drogas. Ninguém foi morto ou baleado.

“Segurança de verdade é proteger a vida. E é isso que estamos pedindo hoje”, reiterou a confeiteira.

As mães, no discurso de Tauã, também criticaram o uso das mortes da Operação Contenção com fins políticos, para promoção pública. E cobraram o resultado da investigação criminal das mortes. Passado o ano, relataram que não tiveram acesso aos laudos das perícias, tampouco, aos depoimentos dados aos investigadores após a tragédia.

Hoje, a Human Rights Watch divulgou nota denunciando evidências graves de desvio de conduta da polícia na operação. A organização internacional destacou a manipulação de câmeras corporais e sugeriu mortes intencionais, sendo 40% atingidos na cabeça, 60% baleadas quatro vezes ou mais e 75% receberam também um tiro nas costas. O posicionamento da entidade destaca ainda que nenhuma das mortes foi filmada pelos agentes.

“A gente não aceita que o Ministério Público [Estadual], investigue porque que ele foram partícipes, autorizaram a participação [do planejamento, da Operação]”, frisou Tauã. O MPRJ também acompanhou as necropsias realizadas pelo Instituto Médico-Legal (IML) e ainda analisa laudos periciais e imagens das câmeras corporais usadas pelos policiais no dia da ação.


Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – Ato no Complexo da Penha em memória de um ano da Operação Contenção, que deixou 122 mortos após ação policial, reúne familiares e moradores para discutir segurança pública nas favelas e leva atividades para crianças da comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – Ato no Complexo da Penha em memória de um ano da Operação Contenção, que deixou 122 mortos após ação policial, reúne familiares e moradores para discutir segurança pública nas favelas e leva atividades para crianças da comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – Ato no Complexo da Penha em memória de um ano pelos 122 mortos na Operação Contenção. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Maria Edvalda Cândida de Souza, mãe de Cleiton Cesar, de 32 anos, também assassinado, reforçou a cobrança: “Nosso coração está despedaçado por falta de respostas, a Justiça está para prender e não matar, né?”, declarou. “Cleiton era um filho querido, amado pela família. Nós vamos buscar respostas, quero Justiça para meu filho”.

Dona de um salão de beleza, Ana Paula Muniz, mãe de Diego dos Santos, de 30 anos, também rejeitou a execução como resposta à criminalidade. Ela lembrou da alegria e do sorriso do filho, que antes trabalhava em shopping.

“Enterrei meu filho um dia antes do aniversário dele”, lembrou. “Quero saber como foi, são muitas perguntas, aguardamos um laudo [da perícia da morte] que esclareça”.


Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – Ana Paula Muniz e Maryelen Muniz, mãe e irmã de Diego Muniz, no ato no Complexo da Penha em memória de um ano da Operação Contenção, que deixou 122 mortos após ação policial, para discutir segurança pública nas favelas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – Ana Paula Muniz e Maryelen Muniz, mãe e irmã de Diego Muniz, no ato no Complexo da Penha em memória de um ano da Operação Contenção, que deixou 122 mortos após ação policial, para discutir segurança pública nas favelas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2026 – Ana Paula Muniz e Maryelen Muniz, mãe e irmã de Diego Muniz, no ato no Complexo da Penha. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Durante o ato, jovens ativistas cobraram ações do Estado na favela. E denunciaram que a rotina na comunidade, em relação ao crime, não mudou. Eles desejam que a atuação do Poder Público não se limite a operações, mas fortaleça serviços públicos e projetos sociais.

“Temos sonhos aqui dentro, existe vida e esperança”, afirmou Natan da Silva. Ele também cobrou uma mudança de postura violenta da polícia com a juventude negra da periferia.

Na manifestação, que contou com apresentações de crianças e jovens, roda de capoeira e poesia, outras lideranças falaram sobre o assédio do crime aos mais jovens e cobraram mais ações para a juventude.

Jéssica Soares de Oliveira, moradora da Penha, lembrou que a operação deixou famílias enlutadas, crianças traumatizadas e moradores impactados com as cenas. Os mortos foram retirados da mata por parentes e enfileirados na Vila Cruzeiro em imagens chocantes que rodaram o mundo. Ela foi à manifestação prestar solidariedade.

“Tenho um filho de dez anos e, mesmo que eu fale com o meu filho qual caminho ele tem que andar, mostre o certo, porque ele é o meu único filho, e a gente, aqui, vive com medo”, revelou.


Fonte

Redação Boletim Bahia

Redação Boletim Bahia

A Redação Boletim Bahia é formada por jornalistas e colaboradores comprometidos em informar com responsabilidade, agilidade e independência. Com foco nos principais acontecimentos da Bahia e um olhar atento para as pautas locais, buscamos ampliar vozes, fiscalizar o poder e valorizar histórias que impactam a vida da população.

Related Posts

Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio
Bahia

Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

por Redação Boletim Bahia
31/10/2026
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008
Bahia

Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

por Redação Boletim Bahia
30/10/2026
Array
Bahia

Array

por Redação Boletim Bahia
30/10/2026
Próximo Post
Marisa Monte fará show beneficente para o Instituto da Providência

Marisa Monte fará show beneficente para o Instituto da Providência

Denúncias de assédio eleitoral no trabalho dispararam 75% após 2º turno

Denúncias de assédio eleitoral no trabalho dispararam 75% após 2º turno

  • Tendências
  • Comentários
  • Mais recente
Internauta pede a Xandy conselho inusitado

Internauta pede a Xandy conselho inusitado

25/05/2022
Revitalização de Paramana transforma a comunidade e impulsiona turismo e economia local

Revitalização de Paramana transforma a comunidade e impulsiona turismo e economia local

04/09/2026
Marquinho do Leite articula evento em Feira de Santana com lideranças políticas e do agronegócio

Marquinho do Leite articula evento em Feira de Santana com lideranças políticas e do agronegócio

30/08/2025
Corrida 100% Você vira dor de cabeça em Salvador e escancara falhas graves de organização

Corrida 100% Você vira dor de cabeça em Salvador e escancara falhas graves de organização

11/01/2026
“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | São João e Forró – Bão demais! – Por Fabi Costa

“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | São João e Forró – Bão demais! – Por Fabi Costa

0
“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | 28.06 – Meu aniversário – Por Fabi Costa

“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | 28.06 – Meu aniversário – Por Fabi Costa

0
“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | São João – Por Fabi Costa

“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | São João – Por Fabi Costa

0
“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | Banda Azabumba – Por Fabi Costa

“Sou feita de cicatrizes e gratidão” | Banda Azabumba – Por Fabi Costa

0
Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

31/10/2026
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

30/10/2026
Array

Array

30/10/2026
Array

Array

30/10/2026
Boletim Bahia

© 2025 Boletim Bahia - Powered By JP Full Satck PHP.

Notícias e Informação

  • Anuncie Conosco…
  • Política de Privacidade

Siga-nos...

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Últimas
  • Bahia
  • Brasil
  • Mundo
  • Exclusivas
  • Colunas
  • Entretenimento
    • Esporte
    • Música

© 2025 Boletim Bahia - Powered By JP Full Satck PHP.