Real Time Big Data aponta vantagem de quatro pontos sobre Lula. No primeiro turno, Veritá se destacou na disputa presidencial, enquanto Datafolha e Quaest tiveram bom desempenho nas pesquisas para governador.
A disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue acirrada. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira (23) aponta Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula, uma diferença de quatro pontos percentuais. O Datafolha, por sua vez, registra empate numérico, enquanto outros levantamentos também indicam vantagem para o candidato do PL, em proporções diferentes.
Mas quais institutos demonstraram maior precisão nas eleições de primeiro turno?
Na disputa presidencial, o instituto Veritá foi o que mais se aproximou da diferença registrada nas urnas, com erro de apenas 0,1 ponto percentual na margem entre os dois candidatos. Na sequência, aparecem Gerp, com erro de 0,2 ponto, e Futura, com 0,3 ponto. Entretanto, o levantamento comparativo do HubPolítico mostra que apenas cinco dos 18 institutos avaliados apontavam Flávio Bolsonaro na liderança antes da votação.
Entre os institutos mais conhecidos, o desempenho variou. O Datafolha acertou o vencedor em seis das sete disputas estaduais que pesquisou, enquanto a Quaest acertou 24 de 26. O Paraná Pesquisas acertou 12 de 15, e o Real Time Big Data, 19 de 24. Esses resultados avaliam quem terminou à frente nas disputas para governador, não a precisão exata dos percentuais.
Na corrida presidencial, o Real Time Big Data não acertou o primeiro colocado em sua última pesquisa antes do primeiro turno, segundo a mesma base comparativa. O dado mostra que a reputação de um instituto não garante que todos os seus levantamentos reproduzam o resultado das urnas.
O cenário atual favorece numericamente Flávio em boa parte das pesquisas recentes: ele aparece à frente em 15 dos 17 levantamentos nacionais reunidos pelo Poder360, enquanto Lula lidera em um e outro registra empate. Ainda assim, a diferença entre os institutos exige cautela, e os números não representam uma garantia de vitória.
A comparação histórica reforça uma conclusão: para avaliar uma pesquisa, não basta observar quem lidera. É necessário analisar a margem de erro, a diferença estimada entre os candidatos e o desempenho anterior do instituto diante dos resultados oficiais.

















