Estado não registra circulação endêmica desde 2020, mas mantém monitoramento diante de casos importados identificados na região de fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) intensificou as ações de vigilância epidemiológica e o incentivo à vacinação contra o sarampo para reduzir o risco de reintrodução do vírus no território baiano.
A orientação foi reforçada na sexta-feira (9), diante de registros recentes da doença em países vizinhos e da confirmação de casos importados na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.
Segundo a Sesab, a circulação endêmica do sarampo na Bahia foi interrompida em 2020, quando foram confirmados os últimos sete casos da doença no estado. Desde então, o monitoramento epidemiológico e a manutenção de coberturas vacinais adequadas são considerados fundamentais para evitar o restabelecimento da transmissão.
A preocupação também está relacionada a registros recentes no Amazonas. Informe epidemiológico referente ao período de 1º de setembro a 6 de outubro de 2026 identificou 26 notificações de sarampo na região do Alto Solimões. Dez casos foram confirmados, cinco descartados e onze permaneciam em investigação. Todos os casos confirmados foram classificados como importados, com local de infecção no Peru.
A Sesab não informou, no comunicado consultado, a existência de um surto de sarampo em Salvador ou de transmissão endêmica ativa na Bahia. A ação estadual está voltada à prevenção, à identificação rápida de possíveis casos e à adoção de medidas de controle quando necessário.
A vacinação é a principal forma de prevenção. Por isso, a recomendação é que os moradores verifiquem a caderneta e procurem uma unidade de saúde para conferir se as doses estão atualizadas conforme a idade e o histórico vacinal.
Entre os sintomas do sarampo estão febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas com sinais compatíveis devem procurar atendimento de saúde e informar eventuais viagens recentes ou contato com casos suspeitos.
A vigilância epidemiológica, a vacinação e a identificação oportuna de casos são medidas importantes para proteger a população, especialmente diante da circulação internacional de pessoas.
















