Deputado federal diz que emenda é pública, nega qualquer irregularidade e relaciona a divulgação de seu nome ao histórico de ações judiciais que afirma sofrer por sua atuação de fiscalização.
Após ter o nome citado em um relatório da Polícia Federal, o deputado federal Capitão Alden divulgou um vídeo nas redes sociais para apresentar sua versão sobre o caso e esclarecer os fatos.
Quem acompanha a atuação do parlamentar sabe que ele frequentemente afirma ser alvo de perseguição política. Em suas redes sociais, Alden publica com frequência vídeos mostrando oficiais de justiça entregando citações e notificações de processos judiciais, tanto na esfera eleitoral quanto nas áreas cível e criminal. Segundo o deputado, essas ações decorrem de sua atuação de fiscalização e de denúncias apresentadas durante o exercício do mandato.
No vídeo, Capitão Alden afirma que a emenda parlamentar mencionada no relatório é pública, está registrada no Portal da Transparência e não representa qualquer acusação contra ele. O documento apenas cita a solicitação da emenda, sem imputar crime ou irregularidade ao parlamentar.
Outro ponto destacado é que Capitão Alden foi o único deputado federal da Bahia a assinar o pedido de criação da CPI do Banco Master. Para seus apoiadores, causa estranheza que seu nome apareça em uma investigação envolvendo uma emenda de aproximadamente R$ 2 milhões, enquanto o foco principal da operação envolve valores muito superiores.
Alden também sustenta que existe um tratamento desigual contra parlamentares e cidadãos que fazem oposição aos governos federal e estadual. Segundo essa visão, deputados, vereadores e outras pessoas que criticam a administração pública ou denunciam irregularidades acabam sendo alvo frequente.
“Desta vez, escolheram a vítima e a bola da vez: eu.
Mas uma coisa precisa ficar muito clara: eu não desviei um único centavo de dinheiro público.
Mais uma vez, tentam desgastar quem está do lado de Bolsonaro e faz oposição ao atual governo.
Desta vez, escolheram a vítima e a bola da vez: eu.
Pra ser sincero, isso já era esperado.
Basta ver o que estão fazendo com Flávio Bolsonaro.
Era apenas uma questão de tempo até tentarem fazer o mesmo comigo.
Principalmente porque sou um dos principais nomes da oposição na Bahia e o único deputado federal baiano que assinou o pedido de criação da CPMI do Banco Master.
Agora querem convencer o Brasil de que eu cometi um crime por fazer exatamente aquilo para o qual fui eleito: indicar recursos da União para os municípios.
Mas uma coisa precisa ficar muito clara: eu não desviei um único centavo de dinheiro público.
Ao contrário do que parte da imprensa tenta fazer parecer, eu não fui alvo da Polícia Federal por desvio de recursos públicos e muito menos estou sendo investigado.
Dizem que meu nome aparece na investigação.
Claro que aparece.
Aparece nos registros oficiais e no portal da Transparência, porque fui o parlamentar que indicou a referida emenda.
É exatamente assim que a lei determina.
Indicar recursos para os municípios da Bahia não é crime, é dever de um deputado federal.
E a própria decisão judicial reconhece que ainda é cedo para afirmar se houve apropriação de valores ou desvio de recursos públicos.
Depois que o parlamentar indica a emenda, quem apresenta o projeto, executa os recursos, faz licitações, realiza pagamentos e presta contas é o ente beneficiário e os órgãos competentes.
O deputado não administra recursos públicos, não executa obras, não movimenta um único centavo dessas verbas.
Então eu pergunto: como eu posso ser responsabilizado por recursos que eu jamais administrei?
Se houve qualquer irregularidade, que ela seja investigada com todo o rigor da lei.
E se houver responsáveis, que respondam pelos seus atos.
Eu seguirei fazendo aquilo para o qual eu fui eleito: representar a Bahia, buscar recursos para os municípios e defender os interesses do povo baiano.
Não pode me acusar, me acusa de tudo, só não me acusa o de?
Corrupção!
Esse é o alicerce, é o patriotismo e é também Deus no coração.
O resto…
Não importa!”

















