Veja vídeo após matéria.
Leitores registram marcas de grupo criminoso em equipamento público recém-reformado na Avenida Paralela, uma das principais portas de entrada da capital baiana.
Leitores do Boletim Bahia enviaram à redação vídeos que mostram pichações com a identificação de uma facção criminosa em um equipamento esportivo localizado na entrada da Avenida Paralela, nas proximidades do bairro de São Cristóvão, logo após a saída do Aeroporto Internacional de Salvador.
As inscrições aparecem na edificação que serve de apoio ao campo de futebol, recentemente reformado pela Prefeitura.
A cena chama a atenção por estar em um dos principais cartões de visita da capital baiana. Para quem desembarca em Salvador, seja morador ou turista, a primeira impressão acaba sendo a presença de pichações associadas a um grupo criminoso, em um espaço público de grande visibilidade.
O problema, no entanto, vai além da pintura dos muros. Apagar as pichações pode remover a marca visual, mas não resolve a presença das organizações criminosas nas comunidades.
O desafio é combater de forma permanente a atuação desses grupos, impedindo que retomem o controle dos territórios após operações policiais.Em muitas localidades, os moradores convivem diariamente com a influência do crime organizado, que impõe medo e limita a rotina da população.
Embora operações de segurança resultem em prisões e apreensões, a ausência de ações contínuas de ocupação do Estado, aliadas a políticas públicas permanentes, faz com que esses grupos frequentemente recuperem espaço.
As imagens enviadas pelos leitores reacendem o debate sobre a segurança pública na Bahia e levantam um questionamento: que mensagem Salvador transmite a quem chega à cidade quando uma das primeiras imagens vistas é a de pichações ligadas ao crime organizado em um equipamento público?

















