Há quatro anos, Matheus Cunha sentiu o amargor de ficar fora da lista final para a Copa do Mundo do Catar. Avançando para 2026, o atacante do Manchester United (Inglaterra) já fez história ao marcar dois gols em sua estreia como titular em um Mundial, contribuindo decisivamente para a vitória de 3 a 0 sobre o Haiti, em Filadélfia, colocando o Brasil na liderança do Grupo C.

“Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, declarou Matheus Cunha, em entrevista coletiva após o jogo de sexta‑feira (19).
Embora use a camisa 9, tradicionalmente associada aos grandes artilheiros da seleção, Matheus Cunha não atua como centroavante fixo, mas como atacante versátil que abre espaços para os companheiros. Mesmo assim, foi escolhido como titular contra o Haiti, substituindo Igor Thiago, que tem maior presença na área.
Curiosamente, foi o próprio Igor Thiago quem abraçou Matheus Cunha logo após o gol na Filadélfia, reforçando o vínculo criado entre os atletas.
“É realmente um grupo de amigos. É difícil ser amigo em meio a tanta competitividade, mas nos apoiamos e torcemos genuinamente uns pelos outros. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união facilita enfrentar tudo de forma positiva. Sem dúvidas, é incrível ser assim. Quebramos paradigmas e crescemos juntos”, comentou o jogador do Manchester United.
O Brasil volta a jogar contra a Escócia na próxima quinta‑feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami. Líder do Grupo C, com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas à frente no saldo de gols, a seleção pode garantir a passagem para a segunda fase com um empate.
“Temos pontos a melhorar, mas estamos satisfeitos com o que fizemos. Mantemos calma e paciência. Saber sofrer no jogo é essencial. O Haiti quase empatou com a Escócia [na estreia, vitória escocesa por 1 a 0, em Boston] e hoje [sexta] foi um jogo difícil da Escócia contra Marrocos [vitória marroquina por 1 a 0, também em Boston]. Não há muita matemática nisso”, analisou Matheus Cunha.
Apesar da boa atuação e dos dois gols, o atacante ainda não tem a condição de titular garantida por Carlo Ancelotti para o próximo compromisso da Copa. Em entrevista coletiva, o treinador explicou que a escolha foi feita especificamente para o jogo contra o Haiti.
“Acredito que, para esse confronto, a posição do Matheus criava problemas na defesa adversária. Ele pode ser uma opção contra a Escócia. Não quero definir uma identidade fixa de jogo. É possível que mudemos no próximo partida”, resumiu o comandante.
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