O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai decidir nesta terça‑feira (9), em sessão às 19h, se mantém ou revoga a liminar do ministro Nunes Marques que ordenou a suspensão da divulgação de uma pesquisa que mostrava queda nas intenções de voto ao senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), pré‑candidato à Presidência.

A pesquisa foi realizada e publicada em maio, depois do vazamento de áudios nos quais Flávio solicita dinheiro para financiar um filme sobre seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro, ao ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master e investigado por fraudes financeiras bilionárias.
Com a decisão, a empresa responsável pela sondagem, a AtlasIntel, deve retirar o estudo de seus canais de comunicação e interromper qualquer divulgação.
A medida de Nunes Marques, presidente do TSE, é liminar, ou seja, provisória, e precisa ser confirmada ou rejeitada pelo plenário, que inclui além dele mais seis ministros: André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.
Na decisão, Marques aceitou os argumentos do PL, que alegou ter sofrido direcionamento negativo contra Flávio. O partido afirmou que, de 49 perguntas do questionário, oito tratavam do Master e relacionavam o pré‑candidato ao escândalo financeiro de forma indevida.
O PL ainda sustentou que as perguntas eram tendenciosas, foram feitas em sequência e influenciaram as respostas. Além disso, o partido afirmou que o áudio que motivou as questões ainda não teve sua autenticidade confirmada pela Justiça, razão pela qual não poderia servir de base ao levantamento.
O ministro escreveu que os argumentos da legenda são plausíveis, ultrapassam a “mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada” e configuram “alegação objetiva de possível uso do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”.
AtlasIntel
Em nota após a liminar, a AtlasIntel defendeu a pesquisa, afirmando que “a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada, e confiamos no colegiado do TSE para garantir a robustez técnica e a legalidade do estudo”.
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