Pela quinta vez na história, a Copa do Nordeste fica com o Esporte Clube Vitória. Neste sábado (6), o Leão rubro‑negro venceu o Fortaleza por 2 a 1 no Barradão, em Salvador, repetindo o placar da vitória no jogo de ida, na última terça‑feira (2), na Arena Castelão, na capital cearense.

Campeão em 1997, 1999, 2003, 2010 e, agora, 2026, o time comandado por Jair Ventura retoma o posto de maior vencedor da competição, perdido no ano passado para o arquirrival Bahia, a quem volta a igualar.
O Leão do Pici, que já havia ficado com a taça nas três edições anteriores que decidiram o torneio (2019, 2022 e 2024), sofreu um vice‑campeonato inédito.
Para o Vitória, porém, este é o sexto título, não o quinto. O clube entende que o Torneio José Américo de Almeida Filho, de 1976, organizado pela Federação Paraibana de Futebol, tem o mesmo peso de uma Copa do Nordeste.
Existe um pleito junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), aberto em 2021 e que também envolve o Náutico, pelo reconhecimento de conquistas regionais anteriores a 1994.
Prêmio
Com o título, o Leão rubro‑negro garante vaga antecipada à terceira fase da Copa do Brasil do próximo ano. Além disso, o clube assegurou durante a campanha um total de R$ 6,5 milhões, incluindo R$ 1 milhão pelo triunfo na decisão.
O herói do penta foi Emmanuel Martínez. Aos 26 minutos do segundo tempo, quando o Vitória perdia por 1 a 0 após o gol de Luiz Fernando na primeira etapa, o atacante Erick cobrou escanteio rasteiro pela direita e o meia argentino, livre próximo à entrada da área, chutou de primeira, no ângulo direito do goleiro João Ricardo.
O Fortaleza se lançou com tudo ao ataque para recuperar a vantagem e, ao menos, levar a decisão para os pênaltis, mas não obteve sucesso.
Pelo contrário. Aos 45, Martínez afastou a bola com um chutão desde o campo de defesa e deu o contra‑ataque para Renato Kayzer. O centroavante invadiu a área e bateu rasteiro, virando o placar e decretando o título.
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