As vendas de veículos apresentaram um crescimento de 8,6% em fevereiro em relação a janeiro, totalizando 185,2 mil veículos emplacados. Em comparação com fevereiro do ano anterior, o aumento foi de apenas 0,1%. No período de janeiro e fevereiro de 2026, as vendas somaram 355,7 mil unidades, um resultado similar ao do mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A produção também teve um aumento em fevereiro em relação a janeiro, com 33,5 mil veículos adicionais saindo das fábricas, um acréscimo de 25,9% em comparação com as 25,9 mil unidades produzidas em janeiro. No entanto, no acumulado do ano, a produção totalizou 338 mil veículos, representando uma queda de 8,9% quando comparada ao primeiro bimestre do ano anterior. Houve também uma redução em relação a fevereiro de 2025 (34,0 %).
“É importante ressaltar que, em 2025, o carnaval ocorreu em março, o que também contribuiu para um ritmo de produção mais favorável em fevereiro daquele ano”, informou a entidade.
De acordo com a Anfavea, o bom desempenho das vendas em fevereiro não foi suficiente para compensar a queda na produção no primeiro bimestre, que foi significativamente afetada pela diminuição das exportações. Foram exportadas, no total, 59,4 mil unidades, uma redução de 28% em relação ao mesmo período de 2025.
“É preocupante a forte redução nas exportações para a Argentina, um mercado que contribuiu significativamente para os resultados positivos de 2025”, declarou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
O relatório mensal da associação também indica que 28.120 unidades de veículos leves híbridos e elétricos foram vendidas em fevereiro, o que corresponde a 15,9% do total. A produção nacional representou 43% desse volume, sendo a maior participação na série histórica registrada pela Anfavea.
“Os resultados dos investimentos em novas tecnologias e produtos estão se tornando cada vez mais evidentes. Enfrentamos desafios para manter o crescimento dos últimos anos, e o mais recente deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos. No entanto, acreditamos na capacidade de recuperação da cadeia automotiva brasileira e na determinação dos nossos associados em continuar investindo no país”, afirmou Calvet.
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