Proposta de Kim Kataguiri quer reduzir imposto e mudar cobrança com base no peso dos veículos
Uma proposta que pode mudar radicalmente a forma como os brasileiros pagam imposto sobre veículos começa a ganhar espaço no Congresso Nacional — mas ainda enfrenta baixa adesão, especialmente na Bahia.
A PEC apresentada pelo deputado federal Kim Kataguiri estabelece um teto de 1% para o IPVA em todo o país, além de abrir caminho para uma mudança estrutural no cálculo do tributo. A ideia é substituir o modelo atual, baseado no valor de mercado do veículo, por um sistema que leve em conta o peso do automóvel.
Hoje, o IPVA cobra mais de quem tem carros mais caros, independentemente do uso das vias. A proposta busca inverter essa lógica: veículos mais pesados, que causam maior desgaste no asfalto, passariam a pagar mais — um modelo considerado mais técnico e alinhado ao impacto real na infraestrutura.
Esse tipo de cobrança já é adotado em diferentes países, especialmente na Europa, onde critérios como peso, emissão de poluentes e uso do veículo entram na equação tributária.
Na Bahia, porém, a adesão à proposta ainda é tímida. Até o momento, apenas dois deputados federais do estado assinaram a PEC: Léo Prates e Capitão Alden. Eles são os únicos representantes baianos a apoiar formalmente a iniciativa.
A proposta surge em um cenário em que o custo de manter um veículo no Brasil segue elevado. Além do IPVA, motoristas enfrentam despesas com seguro, manutenção e combustível, o que transforma o carro em um dos principais compromissos financeiros das famílias.
Ao propor a redução da alíquota e uma nova lógica de cobrança, a PEC tenta aliviar esse peso e tornar o sistema mais justo do ponto de vista técnico. Por outro lado, a medida atinge diretamente a arrecadação dos estados, o que pode gerar resistência política e dificultar o avanço da proposta.
Mesmo assim, o tema já começa a ganhar força por seu apelo direto ao bolso do contribuinte — e deve entrar no radar das discussões fiscais nos próximos meses.

















