Senador afirma ter sido excluído da estratégia eleitoral do grupo governista e critica repetição de práticas que priorizam interesses do PT.
Coronel afirmou que foi retirado das articulações centrais e que sua pré-candidatura deixou de ser considerada nas definições estratégicas do grupo político que comanda o estado. Na avaliação do senador, o processo foi conduzido de forma unilateral, sem diálogo efetivo, resultando em sua exclusão do projeto eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é de que a movimentação segue um padrão já conhecido na política baiana: o uso de estratégias para afastar aliados quando estes passam a disputar espaço com nomes ligados diretamente ao PT. Não é a primeira vez que isso ocorre. Episódio semelhante foi registrado com a ex-senadora Lídice da Mata, que também acabou preterida em articulações eleitorais para atender interesses do próprio partido.
O senador também comentou o desgaste na relação com a direção estadual do PSD, classificando o ambiente como politicamente inviável. Ele ressaltou que a ruptura não é de ordem pessoal, mas resultado de uma construção política que deixou de contemplar aliados históricos em favor de um projeto fechado.
Mesmo fora do PSD, Ângelo Coronel reafirmou que seguirá no cenário eleitoral e mantém o objetivo de disputar a reeleição ao Senado. Segundo ele, a decisão representa um reposicionamento estratégico e não uma saída da vida pública, indicando que continuará dialogando com outras forças políticas e com o eleitorado baiano.
A saída de Coronel evidencia fissuras na base governista da Bahia e reforça críticas à forma como alianças vêm sendo administradas, especialmente quando interesses partidários se sobrepõem à manutenção de acordos políticos.

















