O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-diretor executivo da agência de viagens Hurb, anteriormente conhecida como Hotel Urbano, devido ao não cumprimento das condições estabelecidas pela Justiça. Ele foi detido na segunda-feira (5), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, portando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica desativada.

As condições impostas a Mendes derivam de sua prisão em flagrante após a subtração de obras de arte e outros bens de um hotel e de um escritório de arquitetura. O empresário foi acusado pelo MPRJ em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e alteração de dados de um veículo, sendo que, na ocasião, a Promotoria se manifestou pela manutenção da prisão.
Crimes
Os delitos foram cometidos no dia 25 de abril de 2025. Em uma situação, o denunciado se passou por um entregador de aplicativo para roubar um quadro, escondendo-o em uma bolsa de entregas. No mesmo dia, dirigiu-se a um escritório de arquitetura e subtraiu quadros, uma mesa digitalizadora, duas carteiras com dinheiro, entre outros objetos. Para realizar o crime, Mendes se apresentou como um eletricista.
O ex-diretor executivo roubou uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, localizado na Praia da Barra da Tijuca. No dia seguinte, segundo a denúncia, ele também roubou dois quadros do escritório Duda Porto Arquitetura, além de um iPad e a carteira do proprietário do escritório, que se encontrava dentro do Casa Shopping, no mesmo bairro.
Após um período em prisão preventiva, a detenção do réu foi substituída por medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico, a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial prévia e a obrigação de apresentar relatórios médicos mensais no processo.
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