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O dono de um dos restaurantes de carnes mais comhecidos de Salavdor vem sofrendo com falta de mão de obra, O baiano churrasqueira constantemente vem as redes buscar por ajuda para contratação de funcionários.
Cenário se repete no Brasil: pequenos e grandes empresários recorrem às redes sociais em busca de mão de obra, mas vagas seguem abertas por falta de interessados
O que antes seria impensável virou rotina. Empresários brasileiros, especialmente na Bahia, estão literalmente implorando por pessoas dispostas a trabalhar. Vídeos se multiplicam nas redes sociais mostrando donos de negócios pedindo, quase em tom de desespero, que interessados compareçam aos estabelecimentos para preencher fichas e ocupar vagas abertas.
Um dos casos mais simbólicos foi o do empresário Teobaldo Costa, proprietário de uma rede de Atakarejo, que chegou a circular pela Suburbana em um trio elétrico convidando a população a ir até as lojas e se candidatar às vagas disponíveis. O problema não era salário, nem falta de estrutura. O problema era simples e grave: não apareciam candidatos suficientes para preencher os postos de trabalho.
Mais recentemente, outro episódio chamou atenção. Um churrasqueiro baiano usou as redes sociais para oferecer salário acima da média, vale-refeição, tíquete alimentação e comissão para preencher quatro vagas em um kiosque recém-montado na Praia do Forte. Ainda assim, a dificuldade para contratar permaneceu.
Isso escancara uma distorção séria no mercado de trabalho. Não se trata de falta de mão de obra qualificada. São vagas operacionais, de base, aquelas que historicamente sempre tiveram fila de interessados. Hoje, nem essas estão sendo ocupadas.
O pano de fundo é conhecido, mas convenientemente ignorado: o assistencialismo eterno. O modelo atual premia a inatividade e desestimula o trabalho formal. Bolsa aqui, auxílio ali, gás, benefícios contínuos — sem exigência real de qualificação, capacitação ou reinserção no mercado. A mensagem que fica é clara: ficar em casa dá menos trabalho do que acordar cedo, cumprir horário e bater ponto.
O impacto econômico é direto. Menos gente produzindo, mais gente dependente. Para sustentar essa engrenagem, o Estado aumenta impostos. O Brasil bate recordes sucessivos de arrecadação, mas também de déficit. Quanto mais arrecada, mais gasta. A conta nunca fecha. Quem trabalha e quem empreende paga a fatura — e paga caro.
O resultado já está posto: custo Brasil nas alturas, empresários sufocados, vagas fechando por falta de funcionários e negócios desistindo antes mesmo de crescer. No médio e longo prazo, o risco é evidente: um país menos produtivo, com mão de obra cada vez mais desqualificada e um mercado de trabalho enfraquecido.
Assistência social é necessária em momentos de crise. Transformá-la em política permanente, sem porta de saída, é apostar no atraso. Trabalho gera dignidade, renda sustentável e crescimento econômico. Assistencialismo sem estratégia gera dependência, desorganização fiscal e colapso produtivo.
Se nada mudar, o futuro é previsível: empresários implorando por trabalhadores, empresas fechando as portas e um país cheio de gente que não quer trabalhar — sustentado por poucos que ainda conseguem produzir. E essa conta, cedo ou tarde, chega.
















